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31.8.02
Quatro da tarde, QUATRO DA TARDE!!! Isso é hora de acordar? E justo no sábado, quando tem sempre tanta coisa pra fazer? Merda. Mas, tanto melhor: pelo menos des-cansei, ao que parece (ainda não estou percebendo as coisas direito). Agora, separar uns breguetes e ver o que é que rola no bazar da Zel. Será que consigo trocar um cd velho da Maria Creuza por aquela calça que ela tava usando ontem??? Sete e meia da manhã, chego da farra, preferindo acreditar que pés são um passaporte ao Paraíso que me espera na porta do sono - os meus, nesse momento, só me causam muita dor. Mas foi bom, foi bom demais: dancei dancei dancei dancei!!! Estou esfolado, esgotado, (mas) saciado. Sair à noite, para esse tipo de balada, até que pode ser um programa legal... 30.8.02
![]() Por causa de dois textos que recebi ("Os dragões não conhecem o paraíso" e "Como tratar o que se tem", nos comentários dos últimos posts), um sobre o dragão, outro sobre um cavalo, pensei nos meus bichos. Eu sou dragão, como o do texto. "Para os dragões, nada mais inconcebível que dividir seu espaço", disse Caio Fernando Abreu, e essa é uma batalha que enfrento todo dia, todo o tempo. Sou solitário e introspectivo, por menos que pareça, preciso dos meus momentos, preciso da não-companhia quase na mesma medida em que preciso da troca. Se divido meus hábitos, não são todos, que tem sempre aqueles que não são pra compartilhar – ou que não quero, por egoísmo ou respeito. Ou por medo da incompreensão, arrisco. "Quem poderia compreender, por exemplo, que logo ao despertar (e isso pode acontecer em qualquer horário, já que o dia e a noite deles acontecem para dentro) sempre batem a cauda três vezes, como se estivessem furiosos, soltando fogo pelas ventas e carbonizando qualquer coisa próxima num raio de mais de cinco metros? Hoje, pondero: talvez seja a sua maneira desajeitada de dizer: que seja doce." Pois é. Mas sou cavalo também. Selvagem, doce. Sem rédeas nem sela. (...) De mais a mais, fico com o horóscopo, que me diz (e reconheço) que eu sou serpente. De fogo, para não deixar dúvida. Sem refletir muito, que dessa vez foi foda, bastando o ctrl+c, ctrl+v. "O senso de estratégia é seu ponto forte. Cada um de seus passos é cuidadosamente planejado - por isso, costuma ter sucesso em seus empreendimentos. Os nativos desse signo mantêm um ar misterioso que os torna absolutamente fascinantes. Ambição, sabedoria, habilidade para extrair o melhor de cada situação, dignidade e calma são seus mais importantes atributos. Dotado de um certo ceticismo, quem nasce sob o signo de Serpente não se impressiona com facilidade e não se entusiasma com inovações ou promessas de mudança. Tem natureza introspectiva, mas valoriza as amizades verdadeiras. É organizado, sensato e inteligente, e seu desafio maior é não abusar dos próprios encantos. Afetuoso e sensual, o nativo de Serpente é companhia agradável e procurada. Exige, porém, liberdade para alçar vôos. Com uma intuição aguçada, é tremendamente perceptivo e receptivo. Sua capacidade de trabalho é sempre elogiada, pois costuma ser teimoso e perspicaz. Oscilando entre o conservadorismo e a vanguarda, pode ser tolerante ao extremo, inspirando confiança mas, às vezes, uma certa ingenuidade. De defeitos, a teimosia exagerada, egoísmo e impulsividade." Nessas horas a astrologia me assusta, pela precisão cósmica ou pelo chute mágico. Se isso é mau ou bom, não sei. Mas nunca achei literatura nenhuma que me traduzisse tanto. As meninas estão se apresentando lá no Delícias. Para quem não as conhece, é uma boa oportunidade de ver as mulheres por trás dos mitos (que se constróem na cabeça de quem as lê, fique claro, porque elas são gente como a gente, viu?). Já li em algum lugar por aí que ninguém dá bola para as músicas publicadas em blogs, pois isso seria um artifício para driblar a falta de criatividade ou um possível vazio intelectual. Nem tô. Esse espaço é para eu escrever: leia quem quiser, quando e se sentir vontade. Essa música marca uma fase muito, muito preciosa na minha vida - a do grande amor -, e hoje tive o (prazer? açoite? presente?)… tive a surpresa de ver e ouvir Annie Lennox ao piano, me entupindo de memórias. Ainda me pergunto se não lhe cantaria tudo isso. Ainda me perco na dúvida se desejaria que cantasse pra mim. Por quê? Why (Annie Lennox) How many times do I have to try to tell you That I'm sorry for the things I've done But when I start to try to tell you That's when you have to tell me Hey... this kind of trouble's only just begun I tell myself too many times Why don't you ever learn to keep your big mouth shut That's why it hurts so bad to hear the words That keep on falling from your mouth Falling from your mouth Falling from your mouth Tell me... Why Why I may be mad I may be blind I may be viciously unkind But I can still read what you're thinking And I've heard it said too many times That you'd be better off Besides... Why can't you see this boat is sinking Let's go down to the water's edge And we can cast away those doubts Some things are better left unsaid But they still turn me inside out Turning inside out turning inside out Tell me... Why This is the book I never read These are the words I never said This is the path I'll never tread These are the dreams I'll dream instead This is the joy that's seldom spread These are the tears... The tears we shed This is the fear This is the dread These are the contents of my head And these are the years that we have spent And this is what they represent And this is how I feel Do you know how I feel? 'Cause I don't think you know how I feel I don't think you know what I feel You don't know what I feel Ninguém sabe como eu me sinto. 29.8.02
"Lucidez é um acesso de loucura ao contrário." (Adriana Falcão) Sou louco, não canso de avisar. Na ida ou na volta, de um jeito ou de outro, enlouqueço na fantasia ou por não saber das palavras, da chave que as liberta. Onde está a chave? Nossa! O primogênito anda recebendo um monte de visitantes das Delícias... Sempre vinha um ou outro, mas de ontem para hoje a coisa enlouqueceu! Tudo por causa do programa da Monique Evans, será? As meninas são muito mais do que se viu por lá... Antes tivessem ido ao Jô: eu adoraria ver a Dri dando umas chicotadas nele, ou a Rê detonando aquele liberalismo falso e hipócrita. 28.8.02
LEIAM, POR FAVOR! (não é corrente, juro!) Pois bem. Vinha eu ao escritório, divagações pululando enquanto os veículos corriam pelas vias de Pinheiros, quando uma senhora, uma velhinha, caiu do outro lado da rua. Ia andando, devagarinho, deve ter topado, se estabacou no chão. Quase gritei quando vi a cena! Ela não se machucou, não foi nenhum tombo espetacular, mas, porra, era uma idosa, podia ser minha avó! O sinal estava aberto para os carros , não tive como atravessar, fiquei na agonia, esperando. Ninguém parou para ajudar. Não falo dos motoristas, que seria pedir demais que prestassem socorro a "uma anônima qualquer" se já deviam prestar atenção ao trânsito para não causar horror maior. Falo dos pedestres, aquela gente que passava incólume e desapercebida pela coitada da mulher que tentava, não sem dificuldade, se levantar. Deus, meu Deus! Em que mundo se vive? Que trabalho dá, que dinheiro se perde, meu Deus, com dois minutos despendidos em favor do outro? Eu me acho um cara civilizado. Civilidade, no dicionário, é um conjunto de formalidades observadas pelos cidadãos entre si quando bem educados; boas maneiras; delicadeza; atenção, cortesia, etiqueta, polidez. Assim sendo, me entristece perceber o quanto daquela civilização das aulas de Educação Moral e Cívica (alguém lembra disso? eu, sim) se esqueceu com o tempo, substituiu-se pela necessidade do aprendizado tecnológico ou específico de demais "áreas do saber". Ora, "saber"! Saber é ter conhecimento, que é antônimo de ignorância, que, por sua vez, pode significar rudeza - então, não se pode entender que saber também é ser cortês? Eu digo que sim! Eis que abuso da condição de formador de opinião (dizem as estatísticas, pelo meu grau de instrução) para dar aqui umas dicas do que considero não mais que civilidade. Eu acredito em um mundo melhor, e tento fazer minha parte. A quem quiser me acompanhar, não custa continuar lendo. - Obesos, idosos, gestantes e portadores de deficiências têm tratamento diferenciado perante a lei. É ato cívico observar essas condições, e cordialidade conceder, de bom grado, um assento no trem ou no ônibus, se isso não prejudica a coletividade. - Filas são uma convenção adotada (e aceita) em nosso país. Respeitar essa precedência, independentemente da urgência que se tenha, é lembrar que os compromissos do outro também são importantes. - Silêncio pode ser uma virtude, mas é também uma privação necessária em bibliotecas, hospitais, escolas e templos. Modular a voz exige esforço mínimo, mantém a privacidade e evita constrangimentos em sessões de cinema ou teatro, por exemplo. - Espaços públicos, como ruas e praças, precisam de limpeza constante, claro. Mas, se incorporamos (e difundimos) o hábito de jogar o lixo no lixo (parece óbvio, né?), zelamos por nossa saúde e conservamos a cidade. Reclamar é fácil. Guardar a embalagem da bala até achar uma lixeira também é. - Aquelas expressões mágicas ("Por favor", "Obrigado", "Com licença"), que todo mundo conhece, fazem uma grande diferença no trato social. Se há quem não dê valor a esse tipo de deferência, tem muita gente que sente falta. E, se cara feia incita cara feia, um sorriso abre muitas, muitas portas. - Educação de crianças não é tarefa exclusiva de pais ou professores: exemplos são imitados, palavras são guardadas e repetidas com facilidade. A liberdade de expressão é dada a todos, isso é certo e louvável. Mas há que se pensar no tipo de sociedade em que queremos ver nossos netos crescendo – isso depende do que fazemos agora, de como lidamos com o mundo fora das nossas casas também. - O limite entre ofensa e brincadeira pode ser bem tênue. Ressaltar atributos físicos ou comportamentais para fazer graça, em muitos casos, acarreta desentendimento, revolta ou contenda. Dá para evitar isso sem tanto esforço, simplesmente mudando o foco da conversa. Eu poderia me alongar um bocado nisso, mas já acho pretensão suficiente escrever sobre o que me parece plausível como se fossem ensinamentos do Dalai Lama. Entrasse no mérito das pequenas gentilezas, como oferecer o casaco a uma mulher com frio, segurar a porta do elevador ou ajudar a carregar compras, e a coisa não teria fim. Só quero dizer, de novo, que acredito no trabalho constante por um mundo mais justo, mais gostoso, mais fácil. Fico feliz de saber que tem mais gente pensando assim, e agradeço a quem puder empreender e espalhar esse exercício. CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO CENSURADO Quero muitos acessos a este blog hoje: trabalha, Google! Depois eu explico. 27.8.02
Dois ou três meses atrás, se eu fosse escrever algo a esta hora, seria exatamente assim: No divã. (...) Eu sou dramático, ok. Exagerado. Mas, talvez seja só um pouco de charme dizer que ninguém quer namorar comigo. Em alguém tão pouco charmoso como eu, digo que é porque ninguém quer uma caixinha de cd sem o cd. Ninguém quer se relacionar com um virginiano complicado que foi barrado no baile vinte vezes no mesmo mês. Eu vivo sozinho num apartamento com paredes surdas, e isso me fez enlouquecer um pouco mais nestes últimos meses. E sinto um alívio enorme quando o telefone toca. Porque às vezes é alguém que eu amo. E eu fico falando, falando, falando, falando besteiras, e nem mostro o quanto sou inteligente. Fico só fofocando coisas minhas porque eu sou um babaca. Um babaca que se apaixona e se desapaixona a cada três horas. Como prescrição médica. Depois, meus sapatos vieram conversar comigo. Disseram aquelas coisas que os amigos dizem e depois pediram para eu colocar uma música e esquecer. Ouvi Chaka Khan, mas não esqueci nada. E nem quero mais falar sobre isso. Nem esquecer. Posso me arrepender depois. Sou virginiano e ouço Chaka Khan, só que desa vez foi ele quem escreveu - em outro tempo, poderia ter sido eu. Hoje, carente de corpo, de afago e cafuné, fico no mais fácil: Jobim. Dentro dos meus braços os abraços hão de ser milhões de abraços Apertado assim colado assim calado assim Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim Que é prá acabar com esse negócio de viver longe de mim Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim... Pois é. Só falta você. E diz que o tal inferno astral começou. Bom... pelas minhas contas, eu devia estar na pior há quase 20 dias, mas ando bem felizinho ainda! E à procura de algum lugar para comemorar as bodas! Queria festejar em um sambão com velhinhos tocando e cantando enquanto a gente batuca na mesa, cervejinha gelada e o povo dançando... aceito sugestões! Ah! Todo ano eu peço presente mesmo, sou cara de pau e nunca escondi de ninguém! Então, já deixo a primeira dica de como garantir meu sorrisão e minha imensa gratidão: o cd novo da Jane Monheit! Vai ser lançado em 17.09 nos EUA e custa uma fortuna importar, eu sei - mas sempre dá pra fazer uma vaquinha, né? ;-) Outra coisa: gente é pra brilhar, não é pra cagarem na cabeça com um monte de esquisitices idiossincráticas! Explico. Não deixo de receber algumas visitas lá no primogênito, em parte porque ainda há links em alguns blogs (lá devia ser bem melhor, imagino), mas principalmente através dos mecanismos de busca, já que, como eu escrevia consideravelmente muito, o volume de referências para esses sites era bem mais amplo do que tenho aqui hoje, por exemplo. Normal: não dá para evitar isso. É que fico surpreso quando vejo o tipo de pesquisa que traz certos desavisados psicóticos a um blog meu: - plastica vaginal fotos - eu NUNCA tiraria fotos disso, por favor! - turma da moranguinho - ando tão meigo e doce que dá vontade de vomitar... - Síndrome de Kleinefelter - ainda não desenvolvi - que medo! - Coisa mais pesada do mundo - ÊÊÊEPA!!! Como assim??? Não bastando a vendedora ter-me dito "Nossa, que bundão que você tem!" enquanto eu experimentava uma calça (depois dessa, sorri amarelo e saí correndo pra farmácia comprar reguladores de apetite - vários), chego em casa e me deparo com essa singela constatação! Só me faltou fazer aquele teste ridículo e marmotoso e ele me jogar na cara que eu sou "uma esfera meigamente redonda"! Google, eu te odeio. Radar Uol, você é lixo. MSN Search, vá se foder. Na seção dos Blogueiros Anônimos: - Irmãos, quero agradecer a ajuda e confiança de todos vocês! Com muita força de vontade, consegui passar 24 horas longe do computador, sem postar nada! (Clap, clap, clap!) Passei o dia em um treinamento externo - depois, resolvi sumir do mundo. Dei uma volta, fui ao cinema, comprei uns CDs... Hoje eu não estava a fim. De nada. Ou de muitas coisas que não poderia ter por razões óbvias ou absurdas, mas sempre razões, racionais, coerentes. Ou não. Ah, sei lá. O dia era meu. (...) Pensei sobre o meu mestrado e fiquei feliz: as idéias estão surgindo, clareando, algo se delineia. Isso vai render muito ainda. 26.8.02
Que cachaça, que nada! Não encontrei Johnson & Steinhauser, a aguardente bidestilada que descobri na Feira do ano passado e que tanto sucesso fez aqui em casa. Decepção... Mas trouxe um lindo... um lindo... ah, não sei o que é, mas está enfeitando o meu quarto, com duas velas e quatro bruxinhos minúsculos em cima! 25.8.02
E agora eu vou me acabar na cachaça ali na Feira da Vila! Quem quiser um programinha legal para essa linda tarde de domingo, eu recomendo passar por aqui! Très chic, comme d'habitude Estendo a toalha colorida, o descanso de prato (um suplá, sim), a taça, o guardanapo, garfo, faca, colher (todos do mesmo faqueiro distinto). Sirvo vinho tinto, seco, amadeirado, chileno. Deito o prato à mesa e me delicio com o talharim ao molho de gorgonzola, ralando parmesão fresco por cima, com o aparelho Spicy feito só para tal fim. Jane Monheit cantando "Something to live for" para mim, enquanto, pela janela, vejo crianças brincando na praça, à sombra de grandes e balouçantes árvores. Um momento chique, muito chique, como naqueles filmes americanos que mostram uma Julia Roberts linda e rica em sua mansão onírica na praia, cabelos ao vento, vestida de branco, pensando no sentido da vida. Quem me visse talvez nunca imaginasse os momentos de farofa na Nati ou nas festas de família, arroz na sobrancelha, lambendo os dedos e desmaiando no primeiro sofá para ruminar. Sou fino e sou da bagaça, que é que tem? Ai... Eu estava bem, juro que estava. Cheguei inteiro, falei com mamãe, liguei o computador, comecei a escrever e, inexplicavelmente, saiu isso aí. Lembro de ter escrito muito, não faço idéia do quê, e este negócio travou (pra variar) antes que eu clicasse no Post&Publish. Teimoso como eu só, comecei tudo de novo, apaguei, digitei, apaguei, mais uma vez, sei lá quantas vezes, até que, cansado e dormindo sobre o teclado, cravei essa pérola na e(tern/femer)idade dos arquivos. Quem manda ficar bebendo com gente que atrai ambulantes mirins, né? Ou com o outro, culpado real da esbórnia, que, lembrei agora, a coitada ficou só no refri... Mas foi BOM DEMAIS passar a noite nessa alegria ontem! Acordar, elétrico, às 7:45h da madrugada só pode ser efeito dessa catarse... ÀÀÀÀÀÀÀs quedas, desculpa por eu não ter envomido! Essa eu vi antes, o àlboll com câmertes antes, muitos naizes, meio bêbado, procurando peineinho dn5aiavha 24.8.02
Direto do QG Wumanity, me recuperando da noitada de comemoração de um ano do Mundo Perfeito, regada a (muito) sakê e cheia daquelas coisas cruas estranhas e coloridinhas. Tinha muita gente da comunidade blogueira (sic), foi bom conhecer esse povo (a moça da fornada quente, a Vanessa, o Xixa... um monte de gente, não teria como citar todos). Só acho que ninguém que estava lá possa voltar tão cedo ao pacato bairro da Liberdade. E eu preciso juntar forças para tentar voltar pra casa, tomar um banho decente e acordar pra vida. É bom, de vez em quando. 23.8.02
Das declarações de amores Eu amo muita gente, muita gente mesmo. Não sei explicar nem saberia dizer o quanto, porque amor não se mede nem se conta, é um negócio muito grande, muito largo no coração, corre ligeiro, dorme tranquilo, congela o tempo, arde, incendeia, consome, preenche, se grita, cala, é, simplesmente, plenamente, absurdamente é. Cresci cercado de amor, recebi muito carinho da grande família, sempre tive muitos amiguinhos. De bebê risonho, passei a menino beijoqueiro, quase grudento, passei a adolescente sem-problemas, descobri o abraço sinérgico na biodança e me libertei de muitas das já poucas (nunca tão atendidas) amarras ou privações sociais quanto a essa percepção da querência, do gostar. Sempre disse "eu te amo", sempre mandei beijo, sempre dei um abraço sincero – e sempre recebi isso de volta, porque (achava, acho, prefiro acreditar que) conseguia mostrar a verdade, a gratuidade sincera do sentimento. Nunca vi problema em demonstrar afeto – e fazia isso com a despreocupação de quem não entende o (des)amor. Eu me entrego. Todo mundo merece a chance de me ganhar, de receber parte desse monte de mim, não existe razão para privar pelo prévio, julgando sem saber, se quero tanto dar e receber mais e mais amor. Então eu abro os braços e o sorriso, deixo entrar, convido, abrigo, aqueço, faço rir se me é dada a liberdade para isso. Gosto da proximidade, concedo essa licença também. E vou levando, aprofundando, chegando mais, conquistando porque me deixei conquistar já. Tenho ouvido com frequência que sou "apaixonante". Deus, como isso é bom! Como é bom como é bom é bom é bom é bom! Mas tenho descoberto que tem muito mais coisa além dessa paixão, que a admiração nasce do que se vê sempre, mas nem sempre se vê tudo, nunca se vê tudo – aliás, o que se vê? Olhem nos meus olhos, eu digo, eles falam mais do que eu nunca serei capaz com as palavras ou o corpo ou o resto! O pacote, este pacote aqui, não leva só candura, inteligência, amabilidade – tem mais, tem muito mais, tem coisa ruim pra caralho também, eu já sonhei em ser perfeito, acordei, não sou nem pretendo. Sou gente, erro um bocado, busco acertar, às vezes não dá, mas eu tento, se encanto, isso é bom!, mas não quero posso prometo considero deliro agradar sempre. Só garanto a sinceridade e o brilho. Porque eu amo e isso faz brilhar, antes dos efeitos outros todos. Meu cérebro pifou. Sem sangue, sem uma gota de sangue, emergencialmente deslocado à região abdominal para a missão impossível chamada digestão, depois de eu devastar a cantina onde almoçamos. Sem coragem para pensar (digitar está difíííícil...), um teste bobo, pra passar o tempo, e que, como sempre, disse que eu sou um Ursinho Carinhoso (estou começando a enjoar disso). ![]() Você é "O Fabuloso Destino de Amelie Poulain", de Jean Pierre Jeunet. Você é engraçado, original. Uma pessoa leve e maravilhosa de se conviver. Faça você também o teste Que bom filme é você? Uma criação de Mundo Insano da Abyssinia Daqui a pouco começo a acreditar nesses resultados e faço amizade com um Meu Querido Pônei. Olha o tipo de coisa que eu recebo por e-mail... Olhe rapidamente a foto. O que vc vê?? Uma linda imagem... Agora analisemos alguns pontos: trata-se de uma propaganda francesa, de um produto um tanto delicado: Gel Lubrificante. Como fazer um anúncio que não soasse grosseiro? Pois bem, se olhar mais atenciosamente para o anúncio, você talvez perceberá um pequeno detalhe: um detalhe que talvez tire a inocência desta foto!!! ![]() Dani, isso também não é publicidade perfeita? 22.8.02
Tenho que aprender a não confiar no Internet Explorer e digitar meus posts (pelo menos os mais longos) no Word. E, ainda assim, ir salvando sistematicamente para não ter um princípio de enfarte quando a porra do programa resolver viçar com a minha cara e travar o computador, me fazendo perder para sempre o fruto da minha custosa reflexão. Escrevia (longamente) sobre alguns blogs que conheci hoje, de pessoas inteligentes e discursivas, que se informam, elaboram, reformulam e enriquecem o mundo com idéias sarcásticas ou ponderadas, sempre muito pertinentes, enquanto eu não me arrisco a esse tipo de fundura, preferindo tentar compreender o que se desenrola aqui perto do meu raso umbigo. Um momento de auto-comiseração, em que me condenava por essa opção pelo "simples" exercício de uma pseudo-auto-ajuda egocêntrica ao extremo em detrimento do pensamento crítico e sagaz, polêmico ou unânime, sempre merecedor de atenção. Meus zóvo. Não sou coitado, nem burro, nem alienado. Se escrevo sobre mim é porque me vale mais a busca pelo entendimento dessa coisa complicada que sou eu do que a exposição de pontos de vista sobre assuntos que não me pertencem nem me possuem inteiramente, por mais que envolvam meus dias e o curso das coisas. Vou lendo, argumentando, discordando ou ratificando... mas continuo a empreender mais energia na tentativa de me conhecer. Ponto. Agora é hora de sair desse escritório e mudar o mundo numa mesa de bar com meu amigo Cabeção e uma ou sete cervejas. Você não é de verdade, não pode ser. Falar essas coisas, desse jeito, fazendo do jeito que eu sonharia, não pode ser real. (...) É sonho, claro. Como não percebi antes? Se eu acordar e nada mudar, se eu descobrir que é assim mesmo, se você, um dia, me encontrar... Então sentiremos medo. Ou agradeceremos aos céus, acendendo uma vela, dois incensos e ouvindo aquela música que faz a gente sorrir. Estou demorando a responder e-mails, eu sei. É que só acesso as contas do Yahoo! de casa e tenho chegado tarde nos últimos dias... Devo, não nego, fico acordado quando puder. Por ora, confabulo (e respondo): - O blog não recebe mil visitas por dia, nem metade disso, nem metade da metade. Nem quero. - Tudo o que escrevo aqui é verdade, não invento nada. Os "causos" matinais, de quando venho a pé para o escritório (costumava contar lá), eu os relato exatamente como ocorrem. Os floreios ficam só na forma (sou parnasiano, assumo). - Tiro os óculos em algumas fotos (demorei para elaborar uma resposta) para, também, evitar reflexo. Mas, principalmente, para que meus olhos apareçam – eles falam muito. Eu gosto dos óculos, não me reconheço sem eles. Wenders disse, depondo em Janela da Alma, que o mundo tem informação demais, e os óculos que dão o enquadramento exato do que ele precisa (ou lhe basta) enxergar. Eu assino embaixo. - Sei que não sou obeso. Tenho gordura localizada na barriga e uma papada de família, mas isso não me consome (tanto) o juízo. O puro gÔÔÔÔrdo way of life é uma brincadeira de quem gosta de comer. É isso! Aos poucos, vou tirando o atraso do meu in-box, certo? 21.8.02
Rossana, como sempre, informa em primeira mão sobre o lançamento do livro Blogs!, do jornalista Marcos José Pinto. Parece apresentar um panorama (uma aliteração!) didático para quem tenta entender essa coisa toda do blogverso, pelo escopo de assuntos abordados. Talvez avalie melhor quando receber o meu, que não ia deixar de garantir na minha estante o PRIMEIRO LIVRO EM QUE FUI CITADO!!! Tô me sentindo a calcinha melada da Marylin, nem vou mentir! Só não faço idéia do tipo de coisa que se disse a meu respeito - Jesus, Maria, José! Mas - Balla (lúcida, como ela só) acabou de lembrar pelo telefone - se fui parar lá é porque agradei ou incomodei, tanto melhor que a indiferença. E chega! Preciso terminar um artigo para o Idearo - sobre blogs, coincidentemente... E que ninguém repare se eu me tornar mais metido e insuportável ainda depois dessa: se a vingança se bebe fria, nada como a fama fervente descendo pela goela, HAHAHAHAHA!!! Que marmota é essa, hein? "Perguntas, perguntas, perguntas! Afinal, o Blogger.com.br tem o mesmo cheiro e sabor da versão americana? É verdade que ele também não solta as tiras? Sim, é tudo verdade. E mais: nossa versão tupiniquim conta com recursos exclusivos da versão pro, gratuitamente. A vida na web não fica melhor que isso..." Quer dizer que o Blogger brazuca cheira a Disney, tem gosto de Mc Donald's e ainda quer dar uma de havaiana? Bonito, isso... faltou um midi tocando "O que é que a baiana tem?" enquanto a página carrega. Será que Mr. Ev tem idéia do que andam fazendo com a cria dele? O bom de ter um blog novo é que as visitas, na maior parte dos casos, vêm parar aqui sabendo o que vão encontrar. Refiro-me, esclarecendo, àquele contingente de desavisados oriundos dos Googles da vida. Muita gente ainda chega ao meu primeiro blog através de resultados de pesquisas (as mais esdrúxulas, meu Deus!) nesses sites de busca por aí. Não que isso me incomode (tanto): é que fico, óbvio, mais feliz quando alguém vem ler o que escrevo porque sente afinidade, ri das minhas marmotas, discorda do que digo ou viaja comigo na fantasia ou loucura. Hoje recebi a primeira visita neste Gente vinda de um mecanismo de busca... Surpresa! A procura foi pela url deste blog (!), e não, como é mais comum, por termos anatômicos associados a nomes do Show Biz... Só não entendi a intenção de tal pesquisa. Na madrugada, uma notícia (triste? ainda não cheguei a uma conclusão) me dissipou qualquer embriaguez e/ou vontade de tergiversar: Marcelo não vai mais escrever. Ele tem seus motivos, ainda vamos discutir sobre isso tomando cerveja-de-mudar-o-mundo, e eu os respeito. Mas lamento, sinceramente lamento, a falta que vou sentir de ler textos dos mais inteligentes e instigantes que já encontrei no mundo dos blogs. Como vai ser chato não mais refletir, divagar com as palavras escolhidas para provocar ou encantar, imaginando o arquear de sobrancelhas por trás do monitor ou o riso frouxo e a loucura tão articulada. Vou sentir saudade do contato "virtual". Mas, quem sabe assim não tomamos vergonha na cara e marcamos o tão proclamado e ainda não concretizado chopinho num sábado à tarde... 20.8.02
Na mídia, por aí:
Aproveitando tudo, a gente vê. E eu aqui, no tronco, depois de um treinamento medonho no fim (?) do expediente, tendo que apagar vários incêndios. Pois é. Nem a compensação de uma tequila em breve para me animar. Alguém saberia me dizer como é que eu fui parar lá??? Ainda estou tentando entender a proposta do site, mas já digo estou muito orgulhoso (ou assombrado, dependendo da comparação que me assola) por ter mais pontos que uma página do Drummond! Só não sei se, nesse caso, esses pontos são glória ou difamação... Enfim, já me cadastrei no idearo.com.br - sim, porque eu sei que não sei de tudo, assim como não faço idéia da razão deste blog aparecer lá. Quando descobrir, me posiciono melhor a respeito disso. Eu ia falar sobre uma palavra que me encheu os ouvidos ontem à noite: sarcasmo ( do latim sarcasmu: ironia ou zombaria mordaz e cruel; figura de retórica que consiste em empregar esta espécie de escárnio para afrontar ou ofender pessoas ou coisas), mas considerei e optei por outra palavra que me enche mais o espírito: cortesia, que significa, segundo o dicionário, civilidade, maneiras delicadas, polidez, urbanidade. No fim das contas, penso melhor e deixo isso pra lá. Ia ficar chato, remoendo coisas que não merecem tanta anergia porque, simplesmente, não precisam ser - nem são - tão complicadas assim. Como diz minha amiga pétrea (não se entenda "insensível", por favor: a conotação é outra, e cabe a solidez da nossa amizade também), eu quero mais é estar com Shiny happy people do meu lado. Sendo assim também. Às vezes eu penso que sou gigante mesmo, de olhar em redor e ver (ou pensar que vejo) gente tão pequenina. 19.8.02
Estava na dúvida se teria um livro de visitas aqui, muito por causa daquele psicopata que ficava anunciando uma gororoba de clorofila (pois é...) lá no antigo, mas eu sinto falta de outro canal de interação - gosto do registro que fica. Então, eis o novo livro de visitas deste blog, devidamente referenciado aí na coluna ao lado. É público, como tudo o mais por aqui, e vou adorar ler eventuais ovações ou pichações. Mas já aviso: PARA USAR COMO ESPAÇO PUBLICITÁRIO, TEM QUE COMBINAR O PREÇO ANTES, PÔ! De volta da noitada, meio bêbado, muito sonolento, divago. Já encantei pelo cheiro, já encantei dançando, rindo, já encantei sendo abusado e ácido, pela simpatia, com meu texto, exibindo o corpo, me mostrando inteligente, indefeso ou sensual. Não sei mais fazer nada disso, ou não funciona, ou rareou o estímulo para tentar. Que faz falta sentir-me desejado, isso faz. Sedução é mais uma forma de poder, e eu detesto me sentir fraco. Não fosse um olhar cruzado com a certeza desse encanto, somado a uma tranquilidade encontrada ou desenvolvida durante as férias, estaria eu agora me consumindo em dúvidas. Mas, não, não tenho motivo para esse tipo de incerteza: eu sou Logum-Edé, vim para encantar, como ele me explicou, e tenho mais é que lidar com isso sem culpa nem medo. É um fardo, um desafio, um presente. Uma marca que preciso entender melhor, para aceitar mais conscientemente. E quero mais é seguir conquistando, seduzindo, (me) apaixonando. Assim é que eu gosto! 18.8.02
Preciso postar isso aqui! Acabei de descobrir outro programa de TV que me fascina (engrossando a lista de FAMA e No Limite): National Geo Genius! Nesse momento, quatro esquizóides desocupados que devem passar a vida decorando a fisiologia dos morecegos vampiros da Namíbia estão se digladiando para responder perguntas absurdas com respostas invariavelmente impronunciáveis por alguém cujo aparelho fonador seja como o meu (normal), pelo menos, para conquistar 250 milhas a cada acerto, na esperança de ganhar, sei lá, uma assinatura hereditária da National Geographics por 8 gerações. E quem vence, pelo visto, é aquele que prevê telepaticamente qual pergunta seria formulada caso a apresentadora conseguisse ler mais de duas ou três palavras. Um assombro, do tipo que eu ADORO! MOMENTO TEXTO LIVRE: E ontem eu conheci um (possível ex-) leitor desse blog. Acho que a (assustadora? surpreendente?) experiência de me encontrar e estar comigo deve ser um pouco demais para pessoas desavisadas. Assistimos à final de FAMA. A única coisa que posso dizer é que conseguiram me detonar a vontade de… Não, nem a decepção me derruba assim, que eu sou psicótico e já estou pensando em algumas amigas que vão ser descobertas e ovacionadas nas próximas edições do programa! Mas que a Danny merecia ganhar, isso não o que me tire da cabeça. Hunf. Sono absoluto - mas a noite foi ótima! Marie, quero conversar mais contigo - vamos agilizar a comilança à mineira. E também te "lovo", viu? Hora de dizer tchau, que este teletubbie aqui já não serve pra nada... Minha cara, estou pensando nas coisas simples que me deixam feliz, como o sol na manhã de sábado. Sendo a chegada do merecido descanso findesemanal, fico radiante ao ver o dia claro lá fora me chamando, aquecendo, colorindo tudo. É bobo, gratuito, não tem motivo, mas acontece assim. Mesmo quando dormi pouco por causa da despedida dela (agora é minha vez de morrer de saudade por aqui...), mesmo tendo atravessado a cidade para trabalhar ainda cedo, mesmo sem grana pra ir na feira e encher a casa de flores (vou ter que me contentar com uns poucos antúrios - brancos, acho) e ainda me remoendo diante da probabilidade de não assistir à final do FAMA mais tarde, em prol de uma tarde ao lado de amigos na Benedito (ok, o programa compensa o sacrifício...). E ainda tive a grata surpresa de conhecer um blog especialíssimo, pelo pouco que pude ler, ao acessar os contadores do primogênito. Agora é botar a roupa suja de molho, desfazer as malas (ainda estão lá, no meio do quarto, acinte a um virginiano ortodoxo da minha linhagem), acender meus incensos e me dar a outros pequenos prazeres. Porque é sábado, a Velha Guarda da Mangueira anima minha casa e o sol brilha, como eu. 16.8.02
De vez em quando penso em levar a sério esse negócio de escrever, mas eu sempre travo. Faço graça, floreio, brinco, abuso. Quando é pra valer, para frustração minha, não sai. Deve ser porque sei de gente que escreve assim. Aí é covardia, porra. Aliás, preciso de grana: estou liquidando este corpinho de lesma-gigante-das-Galápagos por apenas R$20,00 o período, para o seu total prazer lúbrico, sádico ou cósmico (proparoxítonas, Cariuoca!). Uma pechincha! E, se o preço for problema, não desanime! Com o vazio pesando no meu bolso, tô fazendo qualquer negócio! Por que eu não tenho carro? Simples: não tenho dinheiro para (man)ter um. O pouco que ganho mal dá pra sustentar minhas cagadas nos carros alheios... Depois de estourar o mami-móvel nas férias e ter que bancar a franquia do seguro, hoje furei - eufemismo básico para a destruição - o pneu do possante dela ao buscar a super-faxineira no metrô. Resultado da bagaça: menos 130 pilas nas minhas já tão judiadas provisões. E minha carteira de motorista aposentada por tempo indeterminado, que essa brincadeira me cansou. 15.8.02
Muita gente entra e sai da minha vida o tempo todo, como é normal a alguém extrovertido, comunicativo e sociável como eu. Prefiro acreditar que todo mundo é bom, que merece a chance de buscar afinidades comigo e, sendo o caso, construirmos uma relação mais ou menos profunda ou superficial, conforme seja. Já tive desamores, poucos, felizmente, mas acho mais salutar contar minha vida pelas pessoas incríveis que tive a felicidade de encontrar, ou mesmo quem, não tendo, eu, descoberto tão incrível assim, de alguma forma permiti proximidade suficiente para dividir alguns bons momentos. Falo da minha parte apenas, que essa deliberação, claro, é pelo menos metade minha. Por outro lado, aprendi que tem gente que não merece fazer parte da minha vida em grau nenhum. Pessoas que nem pela diferença ou competição me servem de estímulo. Eu defendo, arduamente, que todo mundo tem algo a ensinar, a transmitir, seja para o meu crescimento espiritual ou para me desenvolver o senso crítico. O que me venho obrigando a tentar entender é que, mesmo com essa capacidade de instigar à descoberta que qualquer um teria, eu nem sempre estou pronto para assimilar tal estímulo. Nem toda experiência me faz crescer, trocando em miúdos. Tem gente que só atravanca meu caminho, como diria o Quintana. E eu só quero, cada vez, estar, sentir, viver passarinho. Os estorvos, eventuais e inevitáveis, venham se for o jeito. E que passem, sem me deixar mácula. (Isso saiu pensando em uma grande amiga que tomou uma queda ou duas. Dor compartilhada, cuidado cauteloso...) Esclarecendo: "pinar", segundo as tradições orais (opa!) da minha terra e numa definição baseada no meu entendimento disso, é algo como encoxar, esfregar o corpo ou mesmo a genitália em outrem, encostar libidinosamente as partes com o intuito de putaria, hahahaha! Ele pode desenvolver mais sobre as sensações de uma boa pinada. Eu prefiro me abster - das considerações, não do ato, que desse eu sinto MUITA falta, veja bem... Lá no meio do mundo já falei várias vezes o quanto gosto de imagens e textos subliminares. Recebi um e-mail da Gisa me perguntando se eu via o bebê na figura aí de baixo - nem é tão difícil, mas eu deixo aqui por tudo o mais que vi nesse quadro... ![]() 14.8.02
No fim de tarde, o sol se pondo pela janela, mando um beijo doce para alguém lá longe, na terra do Salvador, e deixo uma música que ganhei (aliás, muito obrigado!). Porque eu, como digo sempre, acho, sim, "que a felicidade está nas coisas mais simples". Para melhorar, imagino Ella cantando... (Cole Porter) When the jungle shadows fall Like the tick tick tock of the stately clock As it stands against the wall When the summer shower is through So a voice within me keeps repeating You, you, you Only you beneath the moon or under the sun Whether near to me, or far It's no matter darling where you are I think of you Day and night, night and day, why is it so In the roaring traffic's boom In the silence of my lonely room I think of you Day and night, night and day There's an oh such a hungry yearning burning inside of me And this torment won't be through Until you let me spend my life making love to you Day and night, night and day Eu gosto de cuidar dos outros, como me é importante sentir cuidado por quem me cerca. Cuidado, no pai-dos-burros: sm 1. Desvelo, diligência, solicitude, atenção. Nem sempre é como quero, nem sempre eu sei proteger, falar as palavras "certas" ou agir da forma mais adequade à situação, mas eu me esforço. Gratuitamente, porque ganho muito preservando aqueles que amo. Se faço besteira às vezes, é com a melhor das intenções sempre. Ignorância, que estou aprendendo ainda. Afinal, sou só um menino, né? 13.8.02
FOTOS!
Olha aí o que é que a Bahia tem!
Isso era um rinoceronte à beira-mar...
Contemplativo, né? Estava tentando digerir toneladas de moqueca (repare a mão na barriga)...
Crianças felizes com as bolhas de sabão, olha! Manu e eu, no Pelô!
Só alegria! Uma ginga nagô no meio do sol!
Eu e minha linda, a baiana mais dinamarquesa que eu já vi!
Gastando no Mercado-Modelo - espia só o mulherão do meu lado!
Experimentos gastronômicos - acarajé é bom demais!
A última foto do filme, que deveria ser na despedida... Se bem que não imagino imagem melhor para essa viagem! Aperreio já, no trabalho. Muita coisa me esperava por aqui... Mas, estranhamente - ou não, estou rendendo um bocado. E levando tranqüilo, sem me deixar consumir. Reflexo do descanso mental, eu sei. Muito bom sentir isso. Como bom é ouvir todo mundo falando da minha (enfim!) cor adquirida na terrinha: eu tô um negão! Nem tão bom é quando o tal elogio vem acompanhado de um inevitável "Engordou, hein?", ao que respondo, sorrindo, que virei um brigadeiro: redondo e marronzinho! Nessas horas, quase agradeço feliz por minha mãe não estar do meu lado - ela ia dizer, a peçonha entremeando o sorriso: - Parece um macaco do bucho preto! (...) Tá, eu ia ficar feliz do mesmo jeito... ;-) 12.8.02
Desde que cheguei ao escritório estou lendo. Mesmo com a resposta automática avisando das férias, mais de 230 e-mails me esperavam quando cheguei... Não sendo suficiente, vários relatórios, matérias de clipping, memorandos, cartas e outras futricas na minha mesa. E blogs, claro, muitos e muitos blogs que não acompanho desde o meu recesso internético - um mês? quase dois? Blogs, claro, para saber do que aconteceu com os amigos, ou me inteirar do mundo virtual com quem dá notícia, além de mais algumas paradas obrigatórias pelo simples prazer de ler... e me deparo, sem esperar, com essa descrição: Eu, por mim mesmo Eu adoro amarelo. É minha cor preferida desde pequeno. Apesar disso, não tenho quase nenhuma peça de roupa dessa cor. Gosto de roupas extravagantes, sim, mas não uso muitas. E não as uso o tempo todo. Entre outras coisas, tenho uma cartola, algumas gravatas-borboletas, um quimono, suspensórios cor-de-vinho e um pulôver peruano laranja. Eu não usei todas as drogas que queria experimentar. Mas também nunca quis experimentar tantas assim. Eu sou mau, pelo menos dentro da minha cabeça. Já fiz coisas más, mas reprimo muito esse lado. Além disso, eu morro de medo de encontrar alguém "mais mau" que eu. Eu sou emotivo. Choro e rio à toa. Adoro rir às gargalhadas sem razão aparente, lembrando de besteiras que aconteceram há muito tempo. Eu não sei se estou tentando ser melhor a cada dia. Não sei o que é preciso pra isso. Sei que eu mudo, e ao mesmo tempo fico o mesmo, todos os dias. Melhor em alguns aspectos, pior em outros. Eu tenho esperança. Mas só às vezes. Eu preciso emagrecer. Mas nunca fui magrelo. Eu não tenho NENHUMA disciplina. Eu já tomei porres amnésicos. Eu estou orgulhoso do meu inglês e lendo Oscar Wilde no original. Preciso aprender francês, agora, já que na França se publicam alguns dos melhores quadrinhos do mundo. :) Eu não sou de negar um bom papo com cerveja. Eu adoro ler gibi. Quanto aos livros, tô desenvolvendo esse aspecto da minha vida. Eu saio bem nas fotos quando estou de bem com a vida. É muito engraçado. 3x4 é uma categoria à parte, na qual pouquíssimas pessoas conseguem se dar bem. Graças a Deus, eu nunca fiquei nem ficarei de TPM. Eu também sou gente boa e gosto de mim. :) Editei um tanto (para ler na íntegra - e eu recomendo -, aqui), pescando o que me pareceu retratar melhor meu irmão camarada. Depoimento assim, com tanta sinceridade, encontrei poucos. Foi um presente. E, se não justifica, ajuda a entender por que razões esse cara é meu melhor amigo. Ir-re-sis-tí-vel! É a descrição da minha alada anfitriã sobre o fim de semana que passei em Salvador. Como ela disse, só entende tudo quem lá esteve... mas pela forma como ela escreve, pelo brilho escapando em cada dobrar de dedo para digitar, pelo coração pulsante daquela menina, vale a leitura. Aliás, vale mais conhecê-la. Pra dizer desse nosso encontro, uso palavras dela, que as minhas são pura emoção intraduzível: "Sei que o laço que nos une, além dos anéis, da música, dos abraços e da amizade pura e imensa, é muito maior. Muito mais sagrado, muito mais bonito. Senti isso, com todas as minhas forças, quando me dei conta da velocidade com que esses dias passaram e em meu coração a saudade já começava a doer um cadinho." Idem, Rafa. Ah! As fotos de Salvador, devo publicá-las amanhã! CHEGUEI!!! Estou eufórico como o retorno! Não que estivesse cansado das férias – muito pelo contrário! Foi tudo bom demais! É que este ciclo de renovação e auto-resgate teve começo, meio e fim muito bem definidos, fechando-se, enfim, com um eu recuperado e, de novo, inteiro. De saldo, um celular afogado na merda, o carro de mamãe batido duas vezes (em dois outros carros), algum dinheiro não previsto para a franquia do seguro, falência decretada, uma pseudo-proto-anômala história de louco amor (mal) encerrada, quase cinco assustadores quilos a mais arredondando a silhueta... e a certeza de ter feito a melhor viagem da minha vida. Diferentemente de outras voltas à minha terra, dessa vez eu preferi estar com as pessoas realmente importantes: minha mãe, meu pai, minha babá, meus amigos verdadeiros, meus parentes. E comigo. Hedonismo no topo, só fiz o que me daria prazer. Essencial. Dormi muito, dancei com o mar, ratifiquei meu pacto com o sol, troquei muita energia boa com gente especial. Brinquei com meus primos e sobrinhos, fui criança (como sempre) de novo. Comi o que me deu vontade, que férias não têm calorias, né? E conversei um bocado com Deus, o meu Deus, o eu-deus também. Em busca da paz que eu mereço, encontrada, a caras penas, em mim, que em outro canto não era de estar, certo? Pois é. O fato é que retomo a vida, junto com os hábitos adquiridos nesta terra insana e maravilhosa também, com o espírito banhado. Pronto para o que se me apresentar, mais pleno e cônscio de mim, com todas as virtudes e defeitos que venho aprendendo a aceitar melhor, dando mais tempo ao tempo e, principalmente, vivendo um dia de cada vez. Carpe diem, não é? Carpe Diem! 9.8.02
POR QUE EU AMO AS FÉRIAS EM FORTALEZA - cap. II - Nada como enfiar os pés na areia fofa e quente da praia, olhando esse marzão verdinho, verdinho... - Até que ainda não perdi, de todo, o jeito pro forró! - Só aqui eu acho o CD da Rossicléia (uma humorista da terra, eu morro de rir!). - Os preços nessa cidade, meu Deus! O que será que justifica tanta disparidade com São Paulo, hein? - A hospitalidade cearense é um encanto! Nem na Bahia o povo recebe como aqui. - Não levo mais que meia hora para chegar a qualquer lugar da cidade, que maravilha! - Sorvete, toneladas de sorvete todo santo dia! O puro gÔÔÔÔÔÔrdo (quatro quilos em 17 dias, por enquanto)! Feliz! 7.8.02
Como todo filme-capítulo da minha vida, Salvador também teve trilha sonora, muito bem escolhida pelo Roteirista. Música desde a saída do aeroporto rumo ao hotel, o baticum negro pelas ruas, espetáculo de dança-vídeo-performance (?), fumaça na boate, show de Djavan, uma voz (en)cantando e alguns presentes... Deixo três momentos aqui, de lembrança pra mim, pelas emoções tantas despertadas. O primeiro, de saudade daquela menina do sorvete de morango, pelo grande amor não vivido. O segundo, pela felicidade do encontro das almas que, mesmo sem um violão, foi lindo. O terceiro... ah... pelo beijinho doce (sic) que mando agora àquela terra... A Rota Do Indivíduo (Djavan/ Orlando Morais) Mera luz Que invade a tarde cinzenta E algumas folhas deitam sobre a estrada O frio é o agasalho Que esquenta O coração gelado Quando venta Movendo a água abandonada Restos de sonho Sobre um novo dia Amores nos vagões Vagões nos trilhos Parece que quem parte é a ferrovia Que mesmo não te vendo te vigia Como mãe, Como mãe Que dorme olhando os filhos Com os olhos na estrada E no mistério solitário da penugem Vejo a vida correndo, parada Como se não existisse chegada Na tarde distante Ferrugem ou nada Um amor puro
(Djavan) O que há dentro do meu coração
Eu tenho guardado pra te dar E todas as horas que o tempo tem pra me conceder São tuas até morrer E a tua estória, eu não sei Mas me diga só o que for bom Um amor tão puro que ainda nem sabe A força que tem É teu e de mais ninguém Te adoro em tudo, tudo, tudo Quero mais que tudo, tudo, tudo Te amar sem limites Viver uma grande estória Aqui ou noutro lugar Se nós estivermos juntos Haverá um céu azul Um amor puro Não sabe a força que tem Meu amor eu juro Seu teu e de mais ninguém Um amor puro... Iluminada
(Jorge Portugal/ Roberto Mendes) Quando você me acendeu
Fiquei toda arrepiada Vi claridade no breu Minha alma iluminada Senti uma febre danada Perdi minha hora marcada E o meu corpo tremeu Eu estava apaixonada, meu Deus Quando você me entendeu Eu não entendia nada Minha vida renasceu E amei estar sendo amda Senti uma febre danada Perdi minha hora marcada Abri minha porta fechada E o amor se rendeu Quero ser sua namorada, meu Deus Seja lá quem te mandou Meu amor te recebeu E hoje o céu de sua estrada Menino, sou eu Menino, sou eu Seja lá quem te mandou Meu amor te recebeu E hoje o céu de sua estrela Menino, sou eu Menino, sou eu... 6.8.02
De volta a Fortaleza, digo que foi uma viagem mágica. Estar com Rafa, conhecê-la melhor, conversar tanto e descobrir mais e mais afinidades, transformar o "conceito virtual" na menina-mulher de carne, osso e muito espírito, isso tudo foi o objetivo alcançado. O resto veio de brinde, na lambuja dos encantos, no cantado gingado bonito baiano. As pessoas todas que encontrei (Gabi, Ju, Ju Feitosa, Miro, Deco, Paulinha, Júlia, Leo, Fausto, D. Rose, Manoela e Ramon), de formas e tamanhos diferentes, me ganharam. Gente boa, que me proporcionou momentos inesquecíveis nesses últimos quatro dias. Salvador, da arquitetura peculiar, da comida exótica, da música envolvente, dos belos cenários, do trânsito caótico, da História em cada canto... essa cidade me encantou. A minha alma, eu sei, é negra. Vou voltar. E, como há tempos eu não sentia, me pego pensando na razão do "Carpe Diem" na minha vida. Minha amiga, obrigado por lembrar que vale mais a pena viver agora que me deixar consumir pelo passado ou pelo futuro. Simples, básico e difícil assim. Mas imprescindível. Estou pleno, crescendo, abrindo, aprendendo, buscando mais e mais. Aproveitando meu dia, sabe? Pois é! :-) 5.8.02
HIGHLIGHTS DE SALVADOR - Já comi vatapá; - Já torci o pé no Pelourinho; - Já encontrei gente famosa (o Lazinho, do Olodum!); - Já tirei um monte de fotos; - Já vi o por-de-sol mais lindo na Baía de Todos os Santos; - Já almocei no Sorriso da Dadá (muito bom!); - Já conheci gente MUITO especial; - Já... hummm... é, já! - Já comprei um fazedor de bolhas de sabão; - Já ri um bocado; - Já visitei a Igreja do Bonfim e a de são Francisco e mais umas duas de que não lembro o nome, também lindas; - Já vi o filme sobre a cidade no cinema 180 graus (nesse computador não tem o símbolo para graus...); - Já dancei forró no Aeroclube; - Já dividi a cama do hotel com mais sete pessoas, vendo a hora de baixar o gerente e mandar prender todo mundo; - Já pensei em fazer trancinhas no cabelo, mas a mulher cobra uma fortuna! Já desisti... - Já chega. Vou passear mais um pouquinho acolá! Só mais uma coisinha: Rafa, não tenho como agradecer por tudo. Te amo muito, minha amiga! ~ início ~ |
~ lendo ~ Alê (BGML) Balu (Sim, eu OdeioSopa!) Beth (E-Beth) Camila (Tapetes de Penélope) Clara (The Clara Beauty Journal) Clau (Lettiânia) Djoh (Caminho Dourado) Ematoma (Objetos de desejo) Gabby (Nêga do leite) Guiu (Perto do coração selvagem) Lola (Escreva Lola Escreva) Marie (Je suis Marie) Phelipe (papel pop) Rafaela (Letra e Música) Renata (o livro de areia) Ronaldo (Satyricon) TDUD? (Te dou um dado?) em que quer acreditar. ~ ~ passado ~ agosto-2009 junho-2009 maio-2009 abril-2009 março-2009 agosto-2008 junho-2008 maio-2008 abril-2008 março-2008 fevereiro-2008 janeiro-2008 dezembro-2007 novembro-2007 outubro-2007 setembro-2007 agosto-2007 março-2007 fevereiro-2007 janeiro-2007 dezembro-2006 novembro-2006 outubro-2006 setembro-2006 agosto-2006 julho-2006 junho-2006 maio-2006 abril-2006 março-2006 fevereiro-2006 janeiro-2006 dezembro-2005 novembro-2005 outubro-2005 setembro-2005 agosto-2005 julho-2005 junho-2005 maio-2005 abril-2005 março-2005 fevereiro-2005 janeiro-2005 dezembro-2004 novembro-2004 outubro-2004 setembro-2004 agosto-2004 julho-2004 junho-2004 maio-2004 abril-2004 março-2004 outubro-2003 setembro-2003 junho-2003 maio-2003 abril-2003 março-2003 fevereiro-2003 janeiro-2003 dezembro-2002 novembro-2002 outubro-2002 setembro-2002 agosto-2002 julho-2002 |
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