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30.11.04
pra me encontrar sem contratempo por algum tempo... O tempo dá voltas e curvas o tempo tem revoltas absurdas ele é e não é ao mesmo tempo... (Tempo sem tempo, Zé Miguel Wisnik)
É debaixo do travesseiro que guardo o caderno onde escrevo o que aqui não cabe mas de mim derrama. É lá que, sem saber direito dos tamanhos (porque não importa), guardo as pequenas ou imensas frustrações e dúvidas que de repente me invadem sem que eu lhas permita - mas também as outras, que marcam meus dias, acordam comigo, despertam-me os gritos e revolvem meu silêncio com sua força incansável de impelir, demover, inquietar. Nesse caderno chorei amores, cobrei respostas ao sagrado, profanei a sabedoria do tempo com minhas birras infantis, desisti de mim para renascer mais sujo e honesto, resisti aos apelos da vaidade, pintei quadros com sangue e açúcar, como um artista a procurar pela musa que foi embora numa noite alheia ao colo afável do álcool. Nesse caderno eu diria hoje que não entendo os homens e as mulheres, suas emoções teatrais, seus motivos. As mínimas idiossincrasias - que não desejam mesmo ser compreendidas, pois assim deixariam de ser. Os pedidos de resgate contidos, as declarações impactantes, as voltas e revoltas, eu não entendo. E mais me espanto por saber que já fui, talvez seja e sem dúvida posso voltar a ser exatamente assim, complexo. Se pegasse uma caneta antes de dormir, anotaria no caderno uma letra de música, por quê?, cantarolando baixinho - eu preciso me livrar dessa carência de perdão, já tatuei meus erros entre os dedos da mão esquerda para nunca esquecer das lições que decorei e ainda repito de vez em quando, que a cabeça é meio lenta, quase como o coração. Há exato um ano eu dei um caderno de presente, para o mesmo fim que esse meu: se serviu de algo, não sei. Por incontáveis dias esperei uma manifestação divina, loira que fosse, e ora questiono se peço uma cerveja ou escrevo um livro. O que sei é que de enredos meu caderno não deve minguar, então deito meios pesos no travesseiro e olho o céu janela afora. Os sonhos chegam já. 29.11.04
Assumir compromissos envolve uma coragem que às vezes me sai bamba, porque o futuro é nebuloso, as certezas são mínimos cristais, e a esperança, meu Deus, a esperança não passa de um pedido ao céu, ao pai, ao que não se sabe - mas é preciso acreditar, ter fé. Já está dando certo. O resto há de se ajeitar. Ainda acho que a vida poderia ser sempre um alternar de sábados e domingos em que a gente esbarra em John Malkovich e Glenn Close, canta para acompanhar Jussara Silveira e Zé Miguel Wisnik, toma café da manhã com um novo amigo franco-islandês que traz chocolate com avelãs, almoça sanduíche de mortadela no Mercado Municipal e janta polpetone no Jardim di Napoli, alternando sessões de amor conjugal com lichias e pêssegos, banhando-se em água de côco para refrescar o calor senegalês, até a chuva inclemente tomar conta e embalar o sono. Acho que vou propor um dueto ao Garfield. 26.11.04
Tudo dá certo no final. Se ainda não deu certo, tenha fé. Ou conforme-se: a sabedoria popular é bem burra, às vezes. Espalhando! Para continuar a oferecer mamografias gratuitas a mulheres que nã podem pagar, o site do câncer de mama precisa de ajuda. Clicando no botão cor-de-rosa que diz "Campanha da Mamografia Digital Gratuita", garantimos o número diário de pageviews (e clickthroughs) necessário para que os patrocinadores continuem a oferecer o exame, em troca da publicidade. Vamos visitar o site, clicar e também divulgar o link! Ajudar não custa, mas vale muito. http://www.cancerdemama.com.br (Peguei a notícia na Rô) Para uma noite assim quente, chá gelado e música da seção especial: The Theater of Voices cantando um Kyrie de Byrd; ou Kiri cantando qualquer coisa, just like a bird. 23.11.04
Pegou uma água tônica na geladeira (frio metal, úmido alumínio), ouviu o assovio do gás escapando, deu um gole sem pressa (represa, vazão, comportas), sentou na bancada de madeira olhando pela janela da sala. Na praça, crianças da noite desenhando cantigas de roda enquanto o céu se esconde (escuro, longe), enquanto o relógio espreita, a tv sussurra, as pernas balançam. Pernas com bolachas. Olha o doce, olha o doce. Sentiu-se invadido por uma onda indefensável de saudade do tempo quando usava palavras inteiras, gírias sem peso (que penas são as gírias?) e sandálias de couro trançado. Outro gole, outro balançar de pernas. Olhou os ponteiros (incansáveis, eles), contou os anos, os meses, os dias - que horas são? Sua memória não é fraca, mas matematicamente seletiva. Queria entrar num filme de Charlie Kaufman e que jogassem videogame com algumas lembranças (um tiro, dois, e pronto), mas a vida não imita a arte assim. Posou a lata no descanso (cuidadoso, sistemático), fez outras contas, cantou uns versos que nem julgava saber de cor (não me deixe só, eu tenho medo do escuro, eu tenho medo do inseguro, dos fantasmas da minha voz), esperou assoviando com o vento. Findo o banho, abriu-se a porta (a porta) para um cheiro morno de canela anunciar que o tempo é de riso, os olhos conversando de um futuro com mais romance, ternura e serenidade. Lá fora, estrelas de papel prevendo a falta de agora. Mas não há pressa, outras latas serão abertas, e muitos filmes (comédias, dramas, musicais) vão contar essa história. Eu quero beijos intermináveis, até que os olhos mudem de cor. Liz Taylor era linda, sim, e Marylin dispensa qualquer letra. Mas nunca houve uma mulher como Sophia Loren. Afinidades facilitam as primeiras aproximações, mas é o convívio com as diferenças que dá a justa medida da extensão do afeto: não é só a harmonia estabelecida, mas muito a forma como se trata o conflito, que determina se esmorece o interesse ou se o amor cristaliza. Os aromas e sabores das relações são temperados conforme o gosto de cada um. A única certeza é que, seja a receita como for, o ingrediente que nunca pode faltar é o respeito. 17.11.04
Adoro negociar, mas nem sempre entendo o valor que se atribui às coisas. Quanto custa a voz, por exemplo? Uma assinatura? um sorriso ensaiado? Cinco repetições do que já está pronto? Que dinheiro paga a despreocupação, o sono, a paz? Sou ruim de moeda. Dos preços todos que pago, nunca sei que troco mereço. OUTRA BOA NOVA! Lá na inesquecível e mui querida cidade do Salvador, um monte de gente bacana (Paulinha, Rafa, Ângelo, Ernesto, Carol e Daniel) se reuniu para mostrar a que veio. Estes amigos tão especiais que tive o prazer de conhecer há mais tempo que a saudade suporta são excelentes profissionais em suas especialidades, e, juntos, estão inaugurando a letrasete comunicação, agência que chega com o propósito de agregar as experiências de cada um para oferecer projetos de comunicação integrada - ou específicos de qualquer área. Meus caros, desejo todo sucesso e sorte nessa empreitada! Com tanto brilho assim, é CLARO que vocês vão DETONAR! >;-D 16.11.04
Certo, eu concordo que a (sensação de) incompletude faz aflorar um lirismo especial: quando falta, é preciso preencher as lacunas da alma com hipérboles, metáforas, anástrofes, ironia e outras figuras de nomes esdrúxulos e funções escapistas. Uma pena. Por mais que goste dessa poesia, não vou inventar dor se o que me sobra é amor. Aos espaços carentes, por ora, guardo paciência - e fé. Só de pensar na possibilidade da perda, lembrando aquele momento de susto, meus olhos pesam de choro. Não seria justo, Deus não ia permitir. Mas eu tive medo, sim. E agora, acho, está caindo a ficha. Não sou herói, mas vou te proteger melhor. Amor é cuidado também. OLHA O GRANDE FURO AQUI, GEEEENTE!
Crônicos, editado pela Agir Enquanto procuro lugar para fazer o lançamento do livro da Clau aqui em São Paulo, anuncio, em primeira mão, que foi marcado outro lançamento especialíssimo, o do segundo rebento da Dani! Vai ser no dia 14 de dezembro, na Livraria Cultura do shopping Villa Lobos (Av. Nações Unidas, vulgo Marginal Pinheiros, 4777). No Rio, vai rolar uma festinha pelos novos autores da editora no dia 07.12, para convidados. Se o Depois que acabou foi um prenúncio da competência da Dani, esse Crônicos está simplesmente sensacional: texto vigoroso, narrativa segura, personagens intrigantes e muita habilidade dessa escriba gostosa e sabida que eu tanto adoro! Vamos todos prestigiar, hein? Tô recomendando demais! De volta à chuva, ao barulho e à apatia da cidade grande. Foram três dias deliciosos, de pé no chão e olhos E eu quero morar lá, nem que seja para alugar jet ski ou pescar, plantar, ensinar na escolinha local e promover um ou outro evento cultural. Quando é o próximo feriadão, hein? UPDATE: A nêga fez um relato ótimo do final de semana aqui, ó! 12.11.04
Pois é, minha gente, vou-me embora pra Pasárgada! Lá tem sandálias Havaianas, areia solta, barulho de mar, brisa, cafuné, muito sono, sal e sol, aleluia! Que o feriadão por aqui seja belo. O meu, mais ali, também promete. Ah! Precisando me achar, sugiro a telepatia: o celular estará devidamente esquecido dentro de um bolso qualquer da mochila... Hasta, bêbos! Direto do túnel do tempo Por onde anda aquele povo charmoso, prafrentex, exalando culturismo, que costumava bater ponto no Urbano alguns poucos (três?) anos atrás? Confesso que ia sempre lá para limpar os olhos e me sentir fino, ouvindo música boa de dançar e delirando com a decoração feita em panos brancos e pufes coloridos (alguém lembra disso?)... Eis que ontem, voltando para casa, passei na frente do dito estabelecimento e vi uns seres exóticos, do gênero manus, zoadando na fila para entrar. Da última vez que reparei, percebi que maurícios e patrícias vestidos de Vila Olímpia tinham tomado conta do recinto, o que me fez explorar um novo universo igualmente prazeiroso, ainda que, digamos, tanto mais pitoresco. Ok, todo mundo tem direito a freqüentar os points da moda. Na verdade, o problema é justamente quando o lugar que você acha tão legal (por ser meio fora do circuito) entra na lista de 'baladas da hora', arrastando legiões de curiosos, decrepitando o serviço, aumentando ospreços e impossibilitando o lazer com a absurda morosidade para estacionar, para entrar, para pegar bebida, para pagar a comanda, para esperar o carro e finalmente escapar do inferno onde se meteu. O problema é essa efemeridade dos ciclos das casas noturnas e bares dos grandes centros. Ou o problema é o capitalismo mesmo, com suas relações chauvinistas e indeléveis. Ou o problema é o rombo no meu bolso. Ou o problema são os palestinos sem Estado e o Michael Jackson e o Eminem e o El Niño e as jazidas obscuras da África do Sul. O problema, de fato, sou eu, que tô sem saco de nada e só quero feriado. Eu já disse aqui o quanto amo Gabby, Guiu e Ronaldo? Já, eu sei, mas gosto de repetir. É que o jantar de ontem estava ótimo, o papo foi dos melhores, e as risadas e o amor são pra vida inteira. E a gente ainda vai criar a comunidade "Eu adoro 'de quatro'", hahaha! 11.11.04
Vou ver Língua - vidas em português. Três dos meus escritores preferidos (Saramago, Mia Couto e João Ubaldo) juntos, falando sobre um tema que me fascina. Cada vez eu gosto mais de documentários. Alguém me explica, por favor: o que são as "sandálias da humildade"? Dizem que o Clodovil vai desfilar com elas no shopping Iguatemi, no programa Pânico, e eu fiquei curiosíssimo sobre a marmota, hahaha! 10.11.04
Cartaz na Igreja Universal de Santo Amaro: "SE VOCÊ ESTÁ CANSADO DE PECAR, ENTRE!" Logo abaixo, uma expert em marketing escreveu: "SE NÃO ESTIVER... LIGUE-ME: SHIRLEY 9315-6874, serviço completo!" Muito me chocou o incidente entre os ditos imortais, escritores consagrados por suas obras, ambos bem vividos, juntados para comemorar os igualmente tantos anos do presidente da ABL em seu lar. Mas me chamou a atenção, particularmente, o texto escrito pela equipe de redação (ou pelo foca mal pago e sobrecarregado, coitado) para noticiar o fato. Já no começo - "Inimigos de morte há vários anos, (...)" - e até o último parágrafo, onde se revela a origem do "ódio mútuo" (sic), a matéria é permeada por um tom rancoroso e agressivo, extrapolando, me pareceu, a tal objetividade jornalística de que ouvi falar com alguma deferência nos idos tempos da primeira faculdade. Minha censura não é à classe, ao sistema de ensino nem a editores carrascos que pouco se importam com a qualidade do que publicam seus veículos noticiosos*. Tampouco às desavenças e expressões de (des)afeto trocadas entre Lêdo Ivo e Eduardo Portella, que são gente, acima de qualquer pena. O que questiono é a simplificação da linguagem a que se recorre, com tanta impropriedade, para qualificar ou quantificar asserções, respostas, emoções. É fácil usar frases prontas de efeito e cuspir o palavreado do Big Brother ou dos programas de auditório, mas é preciso juízo quando se trata de comunicação massiva: os produtos culturais da sociedade são reflexo direto dos inputs que ela recebe da mídia, vale lembrar. E, sem cuidado, sabe Deus que guerras esse processo pode fomentar. Poetas, quando gostam reto ou ao contrário, se armam de versos. Sentem - e medem - antes de escrever. * Dia desses, soube da declaração de um importante editor do aclamado maior jornal do país, dizendo que "o problema desses profissionais novos é que eles perdem muito tempo pensando", como se lhes bastasse a técnica necessária para a produção industrial de textos padronizados. Ou seja, para a comunicação excelente, mais vale a velocidade idiotizada que a investigação crítica. Belo critério para um país tão bem paramentado de informação como o nosso... Me sinto péssimo quando reclamam do meu trabalho. Principalmente se as alegações são injustas. Hunf. Eu queria lembrar dezesseis versos de músicas que falassem de saudade, para romantizar a falta que você me faz agora. Na cabeça, só Lupicínio Rodrigues, na voz de Bethânia: "Volta, vem viver outra vez ao meu lado, não consigo dormir sem teu braço pois meu corpo está acostumado." (...) Só nos meus sonhos mais utópicos eu empreenderia uma faxina como essa que me tomou algumas noites e o último final de semana praticamente inteiro. Primeiro, meu quarto, depois a sala de jantar (ou 'de comer', ou 'da mesa', que seja), passando pela área de serviço, sala de estar (ou 'da TV' - é, nosso solar é meio 'ou') e cozinha, terminando pelo banheiro. Lavei todos os combogós (nichos, como queiram). Espanei tudo. T-u-d-o. Cada livro e cd, inclusive. Tirei as folhas de vidro da janela, instalei a borboleta que faltava. Descongelei a imposível geladeira, limpei até os compartimentos secretos. Joguei fora o que estava vencido e o inútil. Muito papel, esquecimento, fungos. Agora as taças brilham, o piso reluz, há cheiro de asseio no ar. E inúmeros sacos de lixo no térreo do prédio, esperando a coleta seletiva ou o ostracismo, a putrefação, o desaparecimento. Mais uma vez, OBRIGADO! Sem a tua inestimável ajuda, eu não teria conseguido. Libertas Quae Sera Tamen, hihi. Enfim, este virginiano aqui exulta com a casa imaculada. E mais tarde, ainda esgotado, hei de desmaiar em berço esplêndido para recuperar as forças esvaídas, porque se até Deus descansou, nêgo, Clotilde também precisa. 5.11.04
Vírgula Entender de intervalos é matéria cavilosa, mais difícil que se costuma pensar. Não se espere, então, que seu emprego oportuno e justo a toda mão (ou a todo pulmão) caiba. Citar é preguiça, perguntar é fome, exclamar é afeto. Pausar, natural que deveria ser, acaba se mostrando a prova dos nove na redação da vida. I, robot Máquinas, essas coisas estranhas para cada função, um botão a perfeição do processo a precisão repetida o movimento coordenado as séries, a escala o raciocínio lógico a matemática. Pessoas, essas coisas imprevisíveis para cada talvez, um senão as idas e vindas as esperanças, o simulacro infinitas portas e janelas a efemeridade a alma cartesiana frágil. E se um botão on/off? E se funcionar a pilhas alcalinas - sem controle remoto? Prática deve ser a mecanicidade. Mas as incertezas viciam, doces que são, e o que se quer não é mais que o deleite. 4.11.04
"Ando pela borda do precipício, já disse. Posso cair, mas também posso voar. E um minuto de vôo vale mais do que mil quedas." Lindo. Queria ter escrito isso, Marida. Clotilde voltou mais psicótica do que nunca: eram três da madrugada quando finalmente terminou a limpeza do quarto, que ora exala perfume de pinho, as madeiras refletindo feito espelho. Hoje, as salas, com aquelas recônditas prateleiras em concreto e todos os seus misteriosos habitantes. Os vizinhos que me perdoem, mas a guerra contra o pó e a obsolescência é árdua, o exército (de uma Clotilde só) não pode esmorecer! Ácaros, escolham suas armas! À meia-noite, inicia-se o duelo - e só um de nós sobreviverá! (Ai, minha alergia...) 3.11.04
Trilha do(s) dia(s): Quando a gente gosta é claro que a gente cuida (Peninha por Caetano, porque a gente é brega mesmo, tipo o amor.) Tanto que eu reclamava quando tinha só R$30 mil para fazer um coquetel... Era feliz e não sabia! Agora, preciso chorar mais que as melhores colegas carpideiras em dia de Finados para arrancar sofridos descontos dos cruéis e impiedosos fornecedores que me tomam por anunciante milionário, só por causa dessa minha lábia abonitada e a pose de galã - ah, os dois quilos de gel no cabelo... Francamente, nunca imaginei que pudesse ser tão bom negociador: para viabilizar meus projetos, daqui a pouco tô dando a dentadura em caução. Eu, hein! 1.11.04
Noite para rir dos códigos, coçar a língua com bolhas de tanino e dormir embriagado de lucidez. Tudo são conotações, e já cansa repetir "oi, não lembro de onde nos conhecemos - me refresca a memória?" porque é previsivelmente chata a resposta a quem, como eu, tanto satisfazem as surpresas. Aliás, deveria ser proibida a caça às surpresas, para evitar a frustração dos disparos perdidos, desses que alvo não buscam - as moscas voam rápido e sem ordem, naturalmente errantes, fogem das flechas matreiras, da mira acurada, dos olhos que não piscam: as moscas querem voar às cegas e pousar em paz. Ainda vou descobrir que tudo isso faz algum sentido. Nesse dia, vou me aboletar na Natingüi, pedir uns espetos, abrir a primeira cerveja, jogar uma caixa vazia debaixo da mesa e tomar um porre com o Roteirista. Ou com o Arquiteto, tanto faz. Se à loira de cá faltou bala na agulha, Luizianne foi um rojão. Nessa véspera de Finados, seguinte às eleições do Dia das Bruxas, rezo pedindo que estejamos todos em boas mãos. Lôra, estou muito orgulhoso. Agora é muito trabalho, para a estrela brilhar cada vez mais. ~ início ~ |
~ lendo ~ Alê (BGML) Balu (Sim, eu OdeioSopa!) Beth (E-Beth) Camila (Tapetes de Penélope) Clara (The Clara Beauty Journal) Clau (Lettiânia) Djoh (Caminho Dourado) Ematoma (Objetos de desejo) Gabby (Nêga do leite) Guiu (Perto do coração selvagem) Lola (Escreva Lola Escreva) Marie (Je suis Marie) Phelipe (papel pop) Rafaela (Letra e Música) Renata (o livro de areia) Ronaldo (Satyricon) TDUD? (Te dou um dado?) em que quer acreditar. ~ ~ passado ~ agosto-2009 junho-2009 maio-2009 abril-2009 março-2009 agosto-2008 junho-2008 maio-2008 abril-2008 março-2008 fevereiro-2008 janeiro-2008 dezembro-2007 novembro-2007 outubro-2007 setembro-2007 agosto-2007 março-2007 fevereiro-2007 janeiro-2007 dezembro-2006 novembro-2006 outubro-2006 setembro-2006 agosto-2006 julho-2006 junho-2006 maio-2006 abril-2006 março-2006 fevereiro-2006 janeiro-2006 dezembro-2005 novembro-2005 outubro-2005 setembro-2005 agosto-2005 julho-2005 junho-2005 maio-2005 abril-2005 março-2005 fevereiro-2005 janeiro-2005 dezembro-2004 novembro-2004 outubro-2004 setembro-2004 agosto-2004 julho-2004 junho-2004 maio-2004 abril-2004 março-2004 outubro-2003 setembro-2003 junho-2003 maio-2003 abril-2003 março-2003 fevereiro-2003 janeiro-2003 dezembro-2002 novembro-2002 outubro-2002 setembro-2002 agosto-2002 julho-2002 |
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