~ gente ~






29.4.04
 
Lembrança tardia: hoje (ainda) é Dia Internacional da Dança.
No Brasil, apesar de algumas manifestações esparsas e escassas, há pouco o que celebrar: Helena Katz tratou, objetiva e precisamente, a questão no Estadão de hoje. Triste ironia: como se o editor não tivesse lido ou entendido uma linha do que ela escreveu, o artigo está dentro da seção "Teatro" no site do jornal... Aliás, é o que bem pode ter acontecido.

Para não usar imagens googleadas a esmo, e como não tenho nenhuma foto de quando dançava aqui, minha singela e pueril homenagem a todos os que amam a dança, como eu:

R
Braços em arco, um rond de jambe à terre,

*
prepara a pirueta, eixo firme, olhar atento

K
para do giro sair num grande arabesque.

&
O fino movimento dos braços,

S
sinuosas intenções do corpo,

4
sobra de attitude,

Y
um cabriole no ar...

~~~
Puro movimento, magia!


Palmas, por fim. E bis.

 
Por que a gente corre? Para que a pressa?
Já não sabemos aproveitar o tempo quando ele existe: queremos adiantá-lo, viver logo, ver/confirmar/conquistar o que vem pela frente. E esquecemos do chão parado sob nossos pés, firme, sólido e inerte - imutável, não.
O ócio também cansa, quando sem proveito. Mas há que se lhe entender o propósito.

27.4.04
 
Eu não sei o que quero. Esse é o problema.

 
Meu celular morreu. De novo.
Como? Afogado. Também. Mas eu não conto detalhes, que ninguém acreditaria.
Este aparelho foi um herói: resistiu a mim por quase dois meses. Que descanse em paz.
Assunto encerrado.

E agora, para me encontrar, só rezando. Porque, para piorar, eu perdi TODOS os telefones de amigos e conhecidos com a agenda do celular.
E não, eu não estou de bom humor.

26.4.04
 
Mas voltando à comemoração de sábado, isso de motel á uma coisa muito engraçada... Primeiro, tem a questão de ser um templo sagrado para o coito, aonde as pessoas vão com o objetivo bastante específico de fornicar - sim, porque ninguém vai lá para assistir à novela das oito, vamos combinar. Pode ser puritanismo meu, mas fazer sexo não é como jogar boliche ou aprender a dirigir: tratar uma pulsão como compromisso, para mim, soa tão estranho como acreditar que jaca seja comestível. Mas, enfim, os defensores vão falar da praticidade, do conforto, da segurança (?), do sabonetinho, do ar-condicionado e dos espelhos no teto (ô, marmota)... nada que um bom Hotel não ofereça por metade do preço e um décimo do constrangimento (quem inventou aquele sistema de comunicação através de portinholas e compartimentos secretos devia ser um espião internacional dos mais horrorosos - ou qualquer foragido mequetrefe metido a McGyver). Atire a primeira pedra quem nunca se ressabiou de entrar numa banheira de hidromassagem no motel sem receio de engravidar ou sair com o cabelo grudando, a la Cameron Dias naquela comédia de gosto duvidoso.
Fantasia por fantasia, nêgo, eu ainda prefiro me vestir de teletubbies e dançar macarena no meio da rua. Pelo menos dá para rir junto sem me sentir extorquido por tomar uma garrafinha de água.

 
Olha, tu tá me dando um trabalhão, diabo!
Mas espero que dessa vez dê certo. Tudo para te ver mais feliz.
(Gostou da puxada? HAHAHAHAHA!)

25.4.04
 
Há pelo menos dois anos eu namoro o cd Motets and Mass for four voices (William Byrd), trabalho polifônico do grupo vocal americano The Theatre of Voices. Dois anos de visitas regulares e insistentes à Fnac e à Livraria Cultura do shopping Villa Lobos, esperando pelo milagre de uma improvável promoção, já que o preço do negócio era absolutamente incompatível com o meu patrimônio e só crescia numa função inversamente proporcional à minha disposição de coadunar com essa sofreguidão capitalista escrota de gravadoras e importadoras de música de concerto (ou "erudita", ou "exata", ou "clássica", como se queira chamar). Quando quero, posso ser muito paciente, sim.
Mas eis que dois meses de namoro se completaram e - surprise, surprise!
EU GANHEI O CD!!!
E mais uma dúzia de mimos e cuidados, além do jantar e da noite deliciosa, não os desmereço. Mas este presente, vou nem mentir, fez o final de semana MUITO mais especial.
<:-D

24.4.04
 
Pra amanhecer com ela cantando "direitinho", assim:

"Pra que dizer que a vida é mesmo assim?
Pra que negar que estou longe de mim?
(...)
Pra que buscar balavras na razão?
Me diz pra que,
se a gente é coração
(...)
Pra que dizer que o sonho é uma ilusão?
Pra que buscar pra tudo explicação?"


Os outros versos falam de amor, eu prefiro fazer de conta que não entendo disso agora. De pedras a pó, um sopro e dois desejos: esperança e sal.

 
"Não sei, não penso nada disso. Nasci para cantar, canto, me esforço, faço direitinho. O resto não sei."
(Bethânia, em entrevista à Folha.)

"Direitinho", claro. Porque quem canta bem MESMO deve ser a Kelly Key.

23.4.04
 
"Voltemos ao sal e à esperança, que quantidade dela será conveniente pôr para não tornar intragável aquilo de que se estava à espera?"
(Saramago, Ensaio sobre a lucidez)

 
Direto do covil QG, para jantar torta e arroz puxado no alho, porque hoje é sexta-feira e a gente merece rir depois do redemoinho de dúvida que foi essa semana.
Para mais tarde, sobrevivendo, há planos em vermelho.
Ou uma noite em claro no escuro, a depender do afã.

22.4.04
 
Se a noite foi ótima, este dia foi horroroso.
Preciso ter papel e caneta sempre à mão. E um livro, ou qualquer coisa para ler, que assim não me perco tanto nos meros devaneios tolos que me torturam - hoje foi um suplício. Tentei me concentrar no filme, tentei olhar as pessoas na rua, tentei adivinhar que aromas artificiais tinha a bala de melão, nada deu certo. Hoje, acho que eu não dei certo: ou funcionei demais.
Pensando agora, acho que o cheiro da bala não era artificial. E o melão está bem aqui, entalado no meio da minha garganta.

 
Bêbado. Sei lá. Mas a noite foi ótima, acho.
Eu adorei vocês, meninos.
E você, outro menino, a gente tem que conversar.
Terapia é foda.

21.4.04
 
Merdamerdamerda!
Lidar com a minha intolerância tem se revelado uma tarefa extremamente difícil. Depois da sessão da semana passada, parece que estou na berlinda por "espelhar o mundo de acordo com as minhas expectativas e concepções", por mais inevitável que isso ainda me pareça. E me culpo por ser tão intransigente com algumas posturas, opiniões, preferências. Ainda não sei se isso pode (ou deve) ser mudado ou se dá para encontrar uma maneira de conviver pacificamente com o que sinto e com o que gostaria de sentir - e assim me rendo, aos poucos, à 'teoria da sombra' do Maffesoli: "esta inquietude é o fundamento do estado de guerra permanente próprio desta perpétua tensão entre o que cada um é e o que gostaria ou sonharia ser".
Enquanto não sei com que sonhar, tento dormir.

19.4.04

18.4.04
 
Não, eu não estou nada simpático hoje. Não estou simples. Se, de alguma forma, certas diferenças parecem não fazer sentido, é justo e reto o sentimento de que me mutilo se ignoro o quanto elas me incomodam. E associações sabidamente ridículas se comprovam ridiculamente irrefutáveis, desbancando séculos e vidas de filosofia, sociologia, antropologia e psicologia. A teoria da complexidade só serve para render literatura, que a prática é tão mais simples e menos simpática do que pretendem tantos pensadores (desses que eu mesmo pretendo um dia ser, cheio de recursos de defesa e auto-engano).
A verdade é uma só: não há certeza, as garantias são frágeis.
Mas é mais fácil tomar um comprimido qualquer e pirar no Skol Beats do que fazer uma escolha sensata e sustentá-la.

 
Ou Saramago, no Ensaio sobre a lucidez:
"é o que as palavras simples têm de simpático, não sabem enganar."

Então.

 
At first sight.
Sometimes, it's just not meant to be.

16.4.04
 
Sabe como deixar essa editora completamente histérica? Basta NÃO lhe contar um segredo: ela quase me enfia uma faca no pé agora há pouco, hahahaha!
Mas, falando sério, sofri sérias ameaças de vodu, calúnia e agressões diversas. Sei nem se vou conseguir dormir hoje, ui!
Mexe teus pauzinhos aí, gata, que amanhã a gente (talvez) conversa!

 
Isso de ficar sem trabalho ser um saco, na minha opinião, é discurso de quem não sabe se ocupar. Eu, pelo menos, ando correndo tanto quanto sempre, e o dia parece não caber nas vontades. O problema, esse sim, é não ter grana para aproveitar a vida com toda a tentação que uma cidade como São Paulo oferece...
Aí eu volto a procurar emprego, porque, por mais que adore a vida de bon vivant, gosto muito de poder passear na Fnac e tomar cerveja numa sexta à noite.
Aliás, vamos?

15.4.04
 
Calma, muita calma nesse momento! Em 20 minutos, começa o Miss Brasil 2004. Já estamos aqui em casa com a pipoca a postos, eu, ela e o outro, ansiosos para detonar os gaturréi* recém saídos de uma edição mal sucedidade de Extreme Makeover.
Se até o papa é pop, porque eu não posso ser também?

Ah! E o FAMA volta em menos de dois meses! Contagem regressiva, hein?


* Gaturréi, no léxico (bem) popular cearense, é o termo usado para designar as moças de nem tão fino trato que gostam de se exibir com pompa fajuta e maquiagem barata, a despeito de seus atributos físicos mais ou menos interessantes.

 
A vida está andando, a quem interessar possa. Ontem dei um passo e acendi uma vela antes de deitar. Hoje, vento novo e boas surpresas: hora de içr outra vela e segurar o leme desse barco mais uma vez, tomar o controle de volta. E rumar.
Figas são bem-vindas; se os amigos acenderem incensos, agradeço. Porque, para não esquecer mais,
eu AMO MUITO TUDO ISSO!
;-]

 
Para não copy-pastear, deixo o link, que a leitura é (quase) obrigatória.
Depois disso, vou me resignar à minha condição de blogueiro médio e deixar o brilhantismo guardado para a Sasha, hahaha!

14.4.04
 
Near Life Experience

(foto: Revista Digital do SESC)

A aula de Estatística foi deliciosamente preterida em favor de uma apresentação magistral do Ballet Preljocaj, hoje à noite, no Sesc Vila Mariana. Fazia tempo que eu não assistia a um espetáculo tão consistente: apuro técnico, diversidade de temas bem explorados, excelente composição, figurinos sedutores, elementos narrativos e nuanças de interpretação na medida, música envolvente intercalada com sonoplastia feita em cena... E merece destaque o entrosamento do corpo de bailarinos, todos bastante condicionados, fortes, flexíveis e absolutamente leves. Pena que acabou - foram apenas duas apresentações dessa vez.

Já consigo perceber alguns resultados da cadimia: minhas pernas estão mais firmes, os joelhos pararam de doer, perdi quatro quilos. Em julho, tenho fé, volto a dançar.

 
Um acento mal colocado pode botar anos de semi-admiração a perder, comigo é assim. Sou inclemente. E estou incomodado como se um caco de vidro estivesse perdido na ponta do meu dedão, desde ontem, quando a terapeuta me esfregou na cara o quanto sou egocêntrico, o quanto espero que o mundo seja espelho dos meus pontos de vista e das minhas expectativas, em alguma medida, já antecipando outra discussão, aquela que vai me provar que eu não sou tão flexível quanto acredito e propago. Fazer análise é bom mas é difícil e descobrir isso empiricamente dá um nó na cabeça da gente e se ainda não me tirou o sono sem dúvida anda consumindo muito ATP e desviando minha atenção mais do que eu esperava. Assim, sem pausa. E parece que a cada momento que um passo se propõe, alguém (pessoa, tempo, fato ou descarga emocional) vem tirar o tapete de debaixo dos pés para que só importe o equilíbrio momentâneo - quando o que eu mais preciso agora é andar.
Lembro de Lya Luft sendo entrevistada por Marília Gabriela esses dias, dizendo que há pessoas que guardam as pedras da vida para edificar prisões, mas ela mesma prefere usá-las para construir castelos e caminhos. Caminhos, ou um caminho. Pois é.
Quando crescer, quero ser a Lya Luft.

 
Tem horas que porraputaquepariucaralhobucetamerdamerdamerda, viu?

11.4.04
 
Impressionante e triste constatar que a Páscoa, como outras datas religiosas, perderam tanto do sentido que um dia tiveram (para mim). Já fui coroinha, ajudava o padre e cantava todos os hinos de cor, mas hoje penso que esse domingo tem cheiro bom de chocolate e silêncio de cidade vazia, e só. A saudade dos amigos e de casa é a de sempre, nada de especial. Nenhuma vontade de transcendência espiritual, nenhum afã de elevação ou cuidado com o próximo. Não mais que o normal (que poderia, sim, ser bem mais).
Hoje, como em qualquer outro domingo, muitos vão morrer pelas mãos de muitos que não se importam em matar, muitos vão sofrer ou gozar, outros tantos vão tocar suas vidas esperando pela mesma segunda-feira de sempre que amanhã chegará. E muitos ainda vão se pendurar, com esperança ou por falta de opção, na crença de um mártir redentor e de um deus negociante, crença esta que, ao longo dos séculos, vem sendo tão absurdamente deturpada pelos devaneios, pela imcompetência e pelo oportunismo dos homens. Nós, os homens. Nós, que nos negamos a resgatar o Cristo da cruz, o homem feito à nossa semelhança, para que o filho de Deus nos salvasse, e, assim, pudéssemos hoje celebrar, fazendo de conta que ninguém peca, que o perdão é divino e o amor é maior. Hoje, nós, homens, sentamos com nosso irmão crucificado à mesa farta e ligamos a tv para assitir ao Faustão, cercado por bailarinas vestidas de coelhinho rebolando ao som de qualquer égua pocotó ou cachorra popozuda.
E ainda nos chamamos "homens".

Feliz Páscoa, enfim. Ou bom domingo, que esse deve ser mais doce que os outros - se não pelo espírito, pelo menos graças aos ovos de chocolate que enchem de alegria os donos das fábricas e das Lojas Americanas.


 
MAU HUMOR
Lula Vieira - publicitário

Não me lembro direito, mas li numa revista, acho que na Carta Capital, um artigo levantando a hipótese de que todo o cara que tem mania de fazer aspas com os dedinhos quando faz uma ironia é um chato. Num outro artigo alguém escreveu que achava que jamais tinha conhecido um restaurante de boa comida com garçons vestidos de coletinho vermelho. Joaquim Ferreira dos Santos, em "O Globo" de domingo, fala do seu profundo preconceito com quem usa "agregar valor".
Eu posso jurar que toda mulher que anda permanentemente com uma garrafinha de água e fica mamando de segundo em segundo é uma chata. São preconceitos, eu sei. Mas cada vez mais a vida está confirmando estas conclusões.
Um outro amigo meu jura que um dos maiores indícios de babaquice é usar o paletó nos ombros, sem os braços nas mangas. Por incrível que pareça, não consegui desmentir. Pode ser coincidência, mas até agora todo cara que eu me lembro de ter visto usando o paletó colocado sobre os ombros é muito babaca.
Já que estamos nessa onda, me responda uma coisa: você conhece algum natureba radical que tenha conversa agradável? O sujeito ou sujeita que adora uma granola, só come coisas orgânicas, faz cara de nojo à simples menção da palavra "carne", fica falando o tempo todo em vida saudável é seu ideal como companhia numa madrugada? Sei lá, não sei. Não consigo me lembrar de ninguém assim que tenha me despertado muita paixão. Eu ando detestando certos vícios de linguagem, do tipo "chegar junto", "superar limites", essas bobagens que lembram papo de concorrente a big brother. Mais uma vez, repito: acho puro preconceito, idiossincrasia, mas essa rotulagem imediata é uma mania que a gente vai adquirindo pela vida e que pode explicar algumas antipatias gratuitas.
Tem gente que a gente não gosta logo de saída, sem saber direito por quê. Vai ver que transmite algum sintoma de chatice. Tom de voz de operador de telemarketing lendo o script na tela do computador e repetindo a cada cinco palavras a expressão "senhoooorrr" me irrita profundamente.
Se algum dia eu matar alguém, existe imensa possibilidade de ser um flanelinha. Não posso ver um deles que o sangue sobe à cabeça. Deus que me perdoe, me livre e me guarde, mas tenho raiva menor do assaltante do que do cara que fica na frente do meu carro fazendo gestos desesperados tentando me ajudar em alguma manobra, como se tivesse comprado a rua e tivesse todo o direito de me cobrar pela vaga.
Sei que estou ficando velho e ranzinza, mas o que se há de fazer? Não suporto especialista em motivação de pessoal que obrigue as pessoas a pagarem o mico de ficar segurando na mão do vizinho, com os olhos fechados e tentando receber "energia positiva". Aliás, tenho convicção de que empresa que paga bons salários e tem uma boa e honesta política de pessoal não precisa contratar palestras de motivação para seus empregados. Eles se motivam com a grana no fim do mês e com a satisfação de trabalhar numa boa empresa. Que me perdoem todos os palestrantes que estão
ficando ricos percorrendo o país, mas eu acho que esse negócio de trocar fluidos me lembra putaria. E para terminar: existe qualquer esperança de encontrar vida inteligente numa criatura que se despede mandando "um beijo no coração"?

9.4.04
 
Pausa para respirar, que o livro ali não tá brincadeira, não.
E agora lascou de vez: estou completamente descontrolado com o chocolate. Até domingo, reencontro os quatro quilos perdidos e minha cara vira uma grande colônia de espinhas.

 
Sexta-feira Santa, dia de comer peixe.
Feriado cristão, e eu lendo A parte do diabo: Resumo da subversão pós-moderna, do Maffesoli. Quinta que vem tem palestra do moço, preciso fazer o dever de casa.
Mas bem que eu queria dar um pulinho no cinema para ver A punção de Cristo, o tal filme do galego.

8.4.04
 
Ah! Eu ia falar do show da Jussara Silveira que a gente viu na terça, de como ela brilhava, azul, dizendo "Aqui começa o sol", e o sol era ela, com aquela voz doce e forte. E eu ia falar também da alegria intraduzível quando o Cabeção abriu a bolsa e me deu um exemplar do Moonshadow - obrigadoobrigadoobrigadoobrigado, Fiote!
Mas o que eu quero mesmo é contar da importância de ter melhores amigos.
Mas vai ser mais tarde, porque agora eu vou ver um filme.

 
Em Salvador tem muita gente sabida. No Rio também.
Brasília, Goiânia, até em Fortaleza tem.
Mas São Paulo, nêgo, é foda.

 
A boa notícia é que ando sentindo mais vontade de escrever - ôba!
A má é que o modem de casa morreu eletrocutado.
E a pior é que eu ainda estou sem trabalho, e money que é good nóis num have.

6.4.04
 
E essa lan house nova que a vizinha encontrou, vou te contar, é uma belezura! Um povo descolado, carismático, com cara de Sprite... delícia! Dá até gosto!

 
Primeira sessão de terapia, e eu nem imaginava que ainda podia falar tanto em tão pouco tempo.
Foi estranho. Contei muita coisa da minha vida e sobre mim que alguns chegados nem imaginam, não toquei em outros assuntos triviais e básicos a meu respeito, suei, tremi, ofeguei, respirei aliviado, esperei por respostas que (ainda) não vieram, despejei perguntas que nunca tinham surgido antes, saí de lá com a impressão de que vamos nos enlouquecer mutuamente, eu e a analista.
E eu quis muito tomar banho de chuva, mas já saiu o sol.

4.4.04
 
De fato era domingo. E o humor estava quase tão mau quanto... não, nada.
(...)
Eu sou bastante disposto a demonstrações explícitas, constantes de afeto. Bastante. Se gosto, abraço, beijo; se quero, peço; se me incomoda, deixo claro. De uma forma ou de outra, demonstro o que sinto, declaro meu apreço ou desconforto. Nem sempre digo, porque a premente necessidade da codificação verbal me faz questionar sobre a minha competência de comunicador, e eu não lido bem com a possibilidade de não ser bom no que me acho melhor (vou começar a terapia na semana que vem). Então, confio na eficácia dos meus olhos, do meu sorriso, das minhas mãos e do meu corpo que fala - se não puder contar comigo mesmo nessa hora, recorro a quê?
Uso as palavras como e quando me aprouver. Esse é o trato, ok?

 
Parece que há uma saída exatamente aqui onde eu pensava que todos os caminhos terminavam. Uma saída de vida. Em pequenos passos, apesar da batucada. Parece querer deixar rastros. Oh yea parece deixar. Agora que você chegou não preciso mais me roubar. E como farei com os versos que escrevi?
(Ana Cristina César, 23.07.83)

Porque hoje é domingo.
A manhã, nem vi. E entardeci right in the mood.

 
Tarde inteira de cerveja, noite adentro e afora, e a inevitável constatação:
Como é bom beber!

2.4.04
 
Tonto, depois de uma tarde às voltas com algoritmos complexos para cortes de chapas bidimensionais com demandas (ou "PCGV2PD", para os íntimos).
Não basta ser irmão, tem que participar.

* * *


Estou viciado no Orkut, apesar de ainda não ter feito nada de muito proveitoso com ele.

* * *


Olha, eu não gostei nem um pouco da novidade. Mas te respeito, saco.

* * *


Não quero checar meus e-mails. Estou com medo de ser devorado.

* * *


Mais uma sexta-feira, e eu não tenho dinheiro para o fim de semana.
Aliás, não tenho dinheiro para nada - e estou O-DI-AN-DO essa liseira.
Nasci para ser rico, meus pais deviam ter entendido isso.

* * *


No domingo, pelo menos, tem American Idol para garantir minha alegria.

 
Agora, sim, vou dormir feliz: acabei de ler um e-mail que me fez querer voar (hey, babe, you made me blush SO MUCH with those sweet words!) e comprei um cd que vinha cobiçando havia alguns dias: Closer, do mocinho Josh Groban (22 anos, o sujeito, e uma voz arrebatadora).
Twinkle, twinkle, little star...

 
Uma noite de quinta-feira muito atribulada, eu nem consigo mais explicar direito tudo o que aconteceu. Só sei que, depois da peça e da festa da Lâncome e do Empanadas, a gente foi parar no bar de sempre, aproveitando o ensejo para escandalizar os boêmios das mesas vizinhas: papos sobre "dezoito e meio aerodinâmico", festa das amigas de peito, línguas frenéticas, enquetes sobre depilação íntima, strip-tease masculino (duplo, HAHAHA!) e demonstrações pra lá de explícitas de carinho e desejo - ui!
Aí eu tô meio bêbado, todo feliz e um bocado sonolento. Bora dormir, então, que já é hora, e amanhã o dia promete.
Bon soir, babies!




~ Cada um escolhe a verdade
em que quer acreditar.
~