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29.4.05
Finesse lexical Fui caçar no Houaiss uma palavrinha bonita para me referir às comerciantes do sexo e fiquei impressionado com a quantidade de sinônimos apresentada para o verbete meretriz. Quer dar uma guaribada no vocabulário? Avia: meretriz Datação: sXIV cf. FichIVPM Acepções: substantivo feminino. Mulher que pratica meretrício, que mercadeja o corpo. Sinônimos: alcouceira, andorinha, bagaço, bagageira, bagaxa, bandarra, bandida, barca, bebena, besta, biraia, bisca, biscaia, biscate, bocetinha, bofe, boi, bruaca, bucho, cação, cadela, cantoneira, caterina, catraia, china, clori, cocote, coirão, cortesã, courão, couro, cróia, croque, cuia, culatrão, dadeira, dama, decaída, égua, ervoeira, fadista, fêmea, findinga, frega, frete, frincha, fuampa, fusa, galdéria, galdrana, galdrapinha, ganapa, horizontal, jereba, loba, loureira, lúmia, madama, madame, marafa, marafaia, marafantona, marafona, marca, mariposa, menina, meretrice, messalina, michê, michela, miraia, moça, moça-dama, mulher-dama, mulher-solteira, mundana, murixaba, muruxaba, paloma, pécora, pega, perdida, perua, piranha, piranhuda, pistoleira, piturisca, prostituta, puta, quenga, rameira, rapariga, rascoa, rascoeira, reboque, rongó, solteira, tapada, tolerada, transviada, tronga, vadia, vaqueta, ventena, vigarista, vulgívaga, zabaneira, zoina, zorra; e as loc.: mulher à-toa, mulher da comédia, mulher da rótula, mulher da rua, mulher da vida, mulher da zona, mulher de amor, mulher de má nota, mulher de ponta de rua, mulher do fado, mulher do fandango, mulher do mundo, mulher do pala aberto, mulher errada, mulher perdida, mulher pública, mulher vadia etc. Já pensou? A arquibancada dos Parmêra xingando o Teves de "filho-da-cróia"? Ou a sua irmã fofinha gritando coisas como "Fadista! Galdrapinha! Horizontal!" ao ver uma exuberante Giselle desfilando em Milão? Ou ainda, nos momentos do prazer maior, seu distinto vizinho arfando e perturbando seu sono com gemidos de "Anda, minha piturisca... vai, rongó dos infernos... ai, sua vulgívaga..." - me arrepio só de pensar. Eu, classudo que sou, já adotei o discreto "mulher da rótula". Porque a beleza pode nem ser fundamental, mas elegância é. Os ossos, os ossos Vejamos a situação: um cliente super desgastado me envia um e-mail de quatro páginas exigindo explicações técnicas, retratações, confirmações, soluções e outras tantas "ões", para o qual preciso redigir uma resposta objetiva, coerente, definitiva, juridicamente defensável e, ainda por cima, simpática. Como bom relações públicas, meu objetivo maior é "sempre trabalhar para estabelecer relações de modo a manter públicos fiéis e multiplicadores", como aprendi bem direitinho na faculdade. Nessas horas, penso que RP é a profissão mais complexa e delicada do universo e que talvez, quem sabe, minha vida seria mais fácil se eu tivesse seguido a carreira de cirurgião plástico que as mulheres da família tanto sonhavam para mim... Mas aí eu lembro dos tanatopraxistas, oncologistas, meretrizes*, cobradores de ônibus, sentinelas da Guarda Real Britânica e garçons da Vila Olímpia... então levanto as mãos para o céu e dou graaaaaças-a-deus pelo meu ganha-pão. * Assunto do próximo post. Vox populi Googleando* uma crônica atribuída ao Jabor, só blogs nos resultados: gente que leu "hoje por aí", recebeu por e-mail, achou sensacional, coisa e tal - mas nenhuma referência à fonte que eu tanto buscava. Como vou saber se o texto é do homem mesmo? Vai que é do Veríssimo, como 90% dos textos mais ou menos legais que nos são spameados*... Fato é que, uma vez na boca do povo, a verdade é de Deus. Mas, se você tiver algum norte para essa questão, me ajuda, plis? * Guimarães Rosa adoraria esses tempos de internet, né não? 27.4.05
Assun(ten)tando Estava aqui pensando... nossas preocupações estão sempre se repetindo? Ou eu é que ando sem assunto? Fora um causo aqui e um balacobaco acolá, a agenda do dia parece sempre revolver a meeeeesma lenga-lenga: relatos do cotidiano, assuntos da última hora, memórias, amores, trabalho... isso quando a criatividade não tira folga e pululam os poemas, músicas, piadas etc. etc. etc. Uma maçada, como dizem nossos lusos amigos. Reclamo porque ando sem saco para essa vida rotineira de casa pro escritório, daqui pra faculdade, de lá pra casa de novo. Hoje vi uma turminha ultrahype correndo com mil equipamentos invocados pelas rampas do Iguatemi, com cara de quem: a) realiza um happening-sensação por dia; b) não sabe se muda a cor do cabelo ou viaja pro Oriente; c) acha que o mundo é dividido entre gente maravilhosa e gente que toma sopão Knorr. Fiquei com inveja de tudo que minha fértil e preconceituosa imaginação concebeu sobre aquelas criaturas, vou nem mentir. Assim como fiquei com inveja de uns três escritores cujos livros dei de folhear no intervalo do almoço, enquanto cobiçava as perdições exibidas na vitrina da Chocolat Du Jour. Pensando bem, acho que eu ando desejoso demais, isso sim. Impacientemente insatisfeito, como quem almoça uma omelete de chuchu enquanto sonha com uma churrascaria rodízio. Pensando melhor, deve ser fome: quando o estômago grita, nenhum assunto interessa. 26.4.05
Pra ficar tudo jóia rara Chovia, frio pra cará lá fora, eu de barriga cheia e zero vontade... mas era o jeito, não podia arrumar desculpa, já tinha faltado na aula passada, então botei meu cachecol azul e arrumei ânimo para caminhar até o ponto de ônibus, papear com o cobrador, cruzar (a pé) a Praça do Relógio mais gelada do mundo e chegar à faculdade para a reunião do meu grupo de projeto experimental. Desnecessário dizer que, depois de 10 anos vagando por aqueles corredores e salas, não tenho mais saco para quase nada no ambiente acadêmico "a nível de" graduação. Mas quem mandou, foi inventar moda, agora agüenta, a orientação nem doeu tanto assim. Imaginasse o prazer que seria a volta pra casa, toda terça-feira estaria feliz batendo cartão por lá. É que me ofereceu carona a figura mais odara* que aquele departamento já conheceu: fala maaaansa, gestos leves, até os olhos dela piscam em câmera lenta. Professora de yoga (ioga, iôga, aihauasca, tan-to-faz), ovolactovegetariana, magra e flexível feito uma vara de bambu, minha chauffeuse veste muitas cores e deve consumir coquetéis alucinógenos desde a mamadeira. Se discutir um trabalho com ela já é experiência inesquecível, ficar preso no trânsito por quase uma hora ouvindo seus relatos amorosos foi um idílio que eu nunca vou esquecer. Porque, se você acha que 'loucura' é conhecer gente pela internet, imagine-se mais ou menos envolvido(a) com QUATRO pessoas ao mesmo tempo, optando por um músico baiano financeiramente neolítico, viajando com tal indivíduo (cinco dias depois do primeiro encontro) para outro estado a fim de divulgar o trabalho do cara, sem lugar para dormir nem grana para comer, ficando bêbado(a) debaixo de um dilúvio depois de ter fumado um cigarro de uma tal erva mágica... Tentando controlar as gargalhadas, a única coisa que me vinha à mente era "Pega a doida, pega a doida!" - e a outra ainda dizia que me achava "divertido", hahaha! Para compensar a minha árdua peleja educacional, eu bem merecia uma companhia dessas hoje, viu? * Para entender melhor o odara way of life, consulte a roomate. Post-it Pois é: só você pode mensurar o valor das suas escolhas e definir o quanto agüenta, o que pode suportar por elas. Se eu digo que faria assim ou que penso aquilo, é só vontade de, quem sabe, amenizar um pouco a tua dor. De te ver voltar a sorrir, porque me dói ver a tua agonia, o teu desconforto. Mas, de novo: as escolhas são tuas. E o próximo passo só cabe a você. Quentinhas 1. Produtora de "Matrix" leva para as telas a história da Mulher-Maravilha Tô doido para ver o que vão fazer da minha paixão de infância. Linda Carter é um ícone inabalável para os fãs da super-heroína, e muito se especula sobre quem poderia encarnar a princesa Diana no cinema - há até um certo burburinho em torno de uma brasileira aí... Mas, se a idéia for latinizar a Mulher-Maravilha, eu voto na Teca. 2. Foto 'O Beijo' pode ser leiloada por até R$ 66 mil em Paris Me contaram que foi um flagra fortuito e muito feliz, mas é mentira. Os bonitos posaram mesmo pro Doisneau e ainda hoje arrancam milhares de suspiros dos românticos desgarrados. Eu acho a foto linda: tem até uma reprodução na sala do nosso Solar. Se eu já tivesse ganhado na Mega Sena, me tacava pra França e arrematava a original. Ah... l'amour, toujours l'amour! 3. Elton John anuncia seu casamento com David Furnish Depois de 11 anos, já está mais do que na hora de eles formalizarem a união. A briga boa vai ser entre os paparazzi e o Papa Ratzi. 24.4.05
Mínimas A Benedito nunca muda. Graças a Deus. *** Voltamos à Nati, depois de tanto tempo. E com Balla aqui de novo, acho que a carteirinha de sócio vai ser renovada. *** Marlene, mãe da Nêga, é um assombro. Só conhecendo para entender o tamanho da mulher. E ela fala. Muito. Loucamente. A filha teve mesmo a quem puxar. *** Eu já disse que adoro Singin' in the rain? *** Melhor do que um domingo, só um feriado na segunda-feira! Trabalhar em empresa de judeu tem lá suas compensações, viu? Mea-culpa Delícia (re)conhecer essa gente que me lê. Mas aí a Kalu levantou uma questão que me fez pensar, não pela segunda nem pela quinta vez: num comentário aí embaixo, ela disse que às vezes não entende o que eu escrevo. Mas nem sempre é nada de entender, Kalu. Aqui eu conto algumas passagens dos meus dias, comento notícias que leio e papos de bar e, mais primal, registro o que sinto - abusando de quantas figuras de linguagem e de sentido a minha vaidade demandar naquele momento. Quando escrevo difícil, hermético, confuso, é tanto para resguardar o que (e quem) não quero expor demais quanto porque preciso testar certos limites meus - emocionais, intelectuais e até, hum, ególatras. Não espero entendimento, gata, até porque eu mesmo não dou conta de tudo em mim. Whitman, Whitman, Whitman. Só quero carinho, respeito, algum conflito para fazer andar. E um pote enorme de sorvete de chocolate, que esse calorão tá de lascar. ;-] 19.4.05
Recenseamento Quem é você, que lê este blog? Logo no começo, era fácil identificar a meia dúzia de leitores - todos conhecidos - que, na falta de fotologs, orkuts e afins, preenchiam o tempo livre acompanhando uns poucos blogueiros que então havia. Hoje, com essa loucura de links espalhados ao vento, Google e tantas outras listas e rankings e redes, me sinto cada vez menos próximo de quem vem aqui. É claro que tem uns amigos mais freqüentes, assim como o pessoal que em algum momento mandou um oizinho (e daí surgiu uma história, a gente se conheceu, ou ficou por isso mesmo, enfim)... Mas eu queria interagir mais, saber quem é você aí, que muitas vezes fica em silêncio, voyeurizando, sem que eu possa agradecer pela paciência; que ouve a mesma história de novo quando eventualmente me encontra - e eu repito sem saber que você já leu tudo no blog; sem me dar chance de te descobrir um pouco também. Eu acompanho, mais ou menos, todos os blogs listados aí do lado e visito esporadicamente mais uns. Vou lembrar de deixar um alô de vez em quando, mas quero te pedir agora para aderir à campanha "Eu leio este blog!", escrevendo qualquer coisinha nos comentários ou no guestbook, mandando e-mail, sinal de fumaça, o que preferir. Só para a gente se achegar mais um bocadinho, que escrever pode até ser um trabalho solitário, mas tem gente que gosta de resposta. Como eu. Bora começar? Por favor? Tô pedindo, vai... ;-] 18.4.05
Só os pau da placa A viagem foi maravilhosa, mas eu estou completamente exausto depois de 15 horas de sono em quatro dias e tendo chegado ao escritório atrasado para lutar contra o que pareciam milhares* de recados e e-mails, mais centenas* de colegas desesperados* para saber das novidades, tirar dúvidas, comentar o bronzeado (se é que esse rosadinho leve* na cara pode ser chamado assim). Vou para casa agora ver TV e desmaiar. Amanhã, relatos. * Sou exagerado, sim. Assumido. Mas aqui, restrito aos asteriscos. 15.4.05
HAHAHAHAHAHAHA! Como dizem lá na minha terra e a gente adapta aqui: take the crazy, take the crazy! E depois o doido sou eu, né? As belas que me perdoem, mas ser Miss é que é legal Deu a catarinense, com sua beleza-brasileira-tipo-importação. Eu apostava na candidata do Amazonas, que não ficou nem entre as cinco primeiras. E vamos combinar uma coisa: se aquelas ali fossem as mulheres mais bonitas de seus respectivos estados, o homem brasileiro seria mundialmente conhecido por sua bravura. Algumas moças pareciam recém-saídas do Extreme Makeover, enquanto outras precisavam dar um jeito de chegar lá - rápido. Mas o melhor meeeeesmo foram as respostas à fatídica pergunta da fase final: "Na sua opinião, o que o papa João Paulo II representou para o mundo?". Quem não viu, perdeu o grande programa de humor do ano! 14.4.05
Bolão Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Paraíba ou Rio de Janeiro. Minhas postas para o Miss Brasil 2005. Cavalo dado... A propósito, comprar presente de casamento dá um trabalhão! Não sou de seguir lista deixada em loja e dar um lindo espremedor de fruta ou uma funcional bandeja de aço inox. "Mas é disso que os noivos precisam", há quem vá dizer. Entendo a praticidade das listas - eu mesmo faço uma todo ano, no meu aniversário, e mando para deus e o mundo. Mas é minha grande amiga quem está casando, e, como padrinho, quero que ela guarde uma lembrança especial do meu carinho nesse momento. O resultado da frescura foram 10 dias de muita dor-de-cabeça e sola de sapato gasta rodando dezenas de lojas de decoração e utilidades, tipo Etna, Tok Stok, Cleusa, Raul's, Coisa de cozinha, Spicy, Benedixt e mais umas tantas, sem nada encontrar que me agradasse: se eu já sou chato comprando coisas para o meu dia-a-dia, imagine quando é uma ocasião dessas! O fato é que só ontem consegui finalizar o pacote de presentes, que tem de canecas gaiatas a uma fruteira indiana. Espero que os noivos gostem - se não, são uns mimos que eu vou adorar receber de volta. Agora confesso que minha criatividade e paciência se esgotaram nessa empreitada, quase tanto quanto meu saldo bancário. Se alguém aí inventar de casar tão cedo, já aviso: vou apelar para o primeiro esfregão que encontrar no Carrefour. Depois de ontem, a véspera de amanhã Nem ia escrever no blog nesta quinta-feira de tanto aperreio, mas, como (não) lembrou a Biute e eu mesmo jamais registrei, ontem foi aniversário de Fortaleza, nossa (minha, dela, da roomate e de mais méio cento de desterrados) cidade querida. Já se vão 279 desde que a Fortaleza (ou Forte)de Nossa Senhora da Assunção foi chamado vila. E amanhã, no finalzinho da noite, chego por lá para um final de semana de férias: a Bel vai casar, minha irmã de alma, e me chamou para apadrinhar a união. Já há 15 meses que não volto para casa. Estou doido de saudades de mamãe, da Bruxa, uns poucos parentes (a maioria, honestamente, eu agüento mais um tempo sem ver) e meia dúzia de amigos de quem sinto muita falta. Vou ficar lá por exatamente 54h e estou me esforçando para não me frustrar antecipadamente por tudo que não vai ser possível fazer. A programação inclui aniversário da Gal para encontrar a galera, praia, visita à tia, cerimônia e festa de casamento, praia de novo, almoço em família, um possível choppinho com a Nêga (não essa nêga, mas a minha primeira) e jantar de despedida com Fatoca. Programação corrida, agenda apertada, mas há de dar tudo certo. Neste aniversário da cidade, o presenteado sou eu. E estou ansioso feito menino em véspera de Natal, esfregando as mãos e contando os minutos para dar a hora de abrir o presente - ou, no caso, fazer o check-in no aeroporto... No fim do túnel Aprovado o primeiro parecer, agora é acompanhar para ver o que diz o excelentíssimo senhor CV (leia "Cevê" e capriche na criatividade para a sigla), aquele pitoresco parlamentar que preside a Câmara. Xadrez O caso de Maria Aparecida de Matos parece piada de mau gosto, como diz a roomate. Ou parece um jogo de tabuleiro com regras absurdas, irracionais. Encarcerada há mais de 10 meses por tentativa de furto não-qualificado, a empregada doméstica vem sofrendo maus tratos na prisão, tendo sido negados todos os recursos de sua advogada até então. Como se fosse uma criminosa que oferecesse muito perigo. Como se o encarceramento fosse a melhor forma de "correção". Como se não houvesse tantos vermes imundos e verdadeiramente nocivos à solta. Belo sistema penal, esse nosso. É por essas e outras que eu A brand-new day Ontem eu estava cansado de muita coisa, de tanta coisa, cansado até de me sentir cansado e não conseguir entender, por mais óbvio que seja, que é uma fase, que já passa, que não há mal que sempre dure ou bem que nunca etc., pensando que sou o primeiro a dizer "calma, vai ficar tudo bem", mas "casa de ferreiro, espeto de pau", "faça o que eu digo, não faça etc." - ah. Cansado. Muita cobrança no trabalho (minha, inclusive) e um tanto de impaciência (minha, sobretudo) para incompetências e descasos, flores do pântano e piadas inocentes nascidas de mágoas passadas que trazem à tona um certo desconforto que eu preferia deixar no baú das coisas desimportantes. Ontem o professor falava em dias de 30 horas, sonos de 15 minutos, papados de 20 anos, e eu só pensava nas férias de 2 dias que talvez me cansem ainda mais, mas, preciso acreditar, serão renovadoras, estimulantes, inesquecíveis. Isso foi ontem, até eu chegar em casa, tomar um banho gelado, beber um copo imenso de Fanta mix (ou sei lá que nome tenha aquela coisa ultracolor de sabor laranja + tangerina), assistir dois programas gravados de American Idol e dormir nos braços do meu amor. E hoje é um novo dia. Living la vida loca Aí você bebe e não sabe. É só saudade. Dá vontade de ir atrás, de derrubar portas, de abrir janelas, de ligar. E você liga, mas não é atendido. Paciência, às vezes é assim. Então você volta para casa, bêbado, pensando que devia isso e talvez aquilo, mas mais tarde vai dar tudo certo. Porque importa o amor, afinal, e amor não falta. Eu já disse que adoro (estar) bem-casado? ;-] 8.4.05
Xô, medonha! Foi-se o tempo em que miss era a "moça" mais bonita da cidade, no país, do universo. A julgar pelas candidatas a Miss Brasil 2005, parece que as beldades debandaram de vez do concurso e cederam espaço a toda sorte de tribufu, old cat* e marmota bípede, desde que tenha pelo menos duas lipos, um botox e meio litro de silicone no currículo. E eu, que tanto gostava de assisitir ao desfile das mais belas mulheres de cada estado, agora vou palpitar, quase com vergonha, entre a mineira, a gaúcha e a amazonense, que de lindas pouco têm, mas pelo menos não assustam. Confira as fotos aqui. * N.T.: gaturréi, em cearensês Fofuras bizarras Você sabe que não têm mais o que inventar quando alguém te manda por e-mail, completamente eufórica e pedinte, um link para micróbios de pelúcia. E você sabe que anda suscetível demais à influência dos (estranhos) amigos quando assume que você também precisa de-ses-pe-ra-da-men-te de todos eles. ![]() Diz se não dá vontade de ter um desses? 7.4.05
Wondering Ando numa fase "Stevie-addicted": músicas como You are the sunshine of my life, Overjoyed e Isn't she lovely? se alternam na minha cabeça o dia inteiro, entremeadas vez ou outra por uma Sade cantando Your love is king ou um miserável bundalelê virótico do qual não me livro nem com reza braba. Na minha festa imaginária, prefiro Signed, sealed, delivered e Part-time over para levantar o ânimo. Como se vê, por aqui só dá Alpha FM e Antena 1 no dial. Sou-pop-era Entrevista com Fernanda Scalzo, editora-chefe do BBB5, para entender que um bom "reality" show se faz com personagens, roteiro e edição, como qualquer "Malhação" ou "Senhora do destino". Vivian goes shopping Deu a louca, baixou uma Pomba-Gira, sei lá: a intenção era comprar um mousse para o cabelo, mas terminou virando um passeio mercantilista pelo shopping mais caro e fresco de São Paulo. Em vez dos 10 ou 12 reais que pretendia gastar, resolvi brincar de sultão de Brunei e fui à farra, acarinhando minha carente auto-estima com alguns itens de primeira necessidade, desses que simplesmente dispensam adjetivos elogiosos (mas eu uso, mesmo assim): * trufas indescritíveis e cookies da Payard; * mousse da lata bonita e fina escova de banho na Drogaria Iguatemi; * uma camisa impecável e duas malhas básicas, chiques, tipo eu; * três livros deliciosos (na promoção, mas não espalha); * um jogo de xícaras descolado para uma amiga "casante" e um par de canecas megastyle para outra, também casante, na Raul's. O resultado da brincadeira vai ser o meu primeiro infarto do miocárdio quando chegar a próxima fatura doa cartão de crédito. Mas, se é para todas essas coisas que existe Mastercard, passear carregado de sacolas pelas alamedas do shopping ouvindo Roy Orbinson cantar Pretty woman simplesmente n-ã-o t-e-m p-r-e-ç-o. 6.4.05
Diamonds are forever O Gui começou o assunto, a Beth concordou, mas só depois de ler o blog do Balu eu me animei a escrever a respeito - até porque ontem mesmo conversei muito honestamente com a roomate sobre amizades, expectativas, compreensão e o escambau. Penso que, exatamente por conta dos débitos que inevitavelmente se constituem com os "bons amigos" - porque a vida é contingencial por natureza e nos faz mais falíveis do que já somos -, em algum momento duas pessoas podem naturalmente se distanciar e assumirem, reciprocamente ou não, a condição de "amigo mais-ou-menos", sem que isso signifique um estado definitivo da relação. Essas pausas podem ser causadas pelos mais diversos fatores, mas o fato é que acontecem. Às vezes, ajudam a definir um ponto de equilíbrio mais saudável e sólido para a relação, pois a separação (física, intelectual, espiritual) abre um necessário espaço para reflexão sobre si mesmo, o outro e a forma como seus caminhos se cruzam ou cruzarão. E essa análise crítica pode consolidar a relação ou aumentar o fosso entre as partes, obviamente, mas é tanto melhor que seja assim, se obedecida uma "coerência íntima" que os ceticistas contemporâneos (eu, inclusive) chamariam "verdade", do que optar pela manutenção de um estado irreal de acordo, permissão, parceria. Claro que esses são os extremos, mas acredito que quaisquer rumos intermediários irão, cedo ou tarde, conduzir a um ou outro desfecho. Enfim, amigos são a tal família que a gente escolhe, para não desmentir a vox dei. Mas, como absolutamente tudo que se conhece na natureza ou que dela advém, as amizades também se transformam. Se desse carvão sai diamante ou cinza, é um resultado que nem sempre depende da minha interferência ou da sua escolha. Uia!As motherns lançaram mesmo este que (me) promete ser o melhor guia para mães modernas! Quem acompanha o blog sabe que a leitura vale independentemente de ser mãe, moderna, mulher ou qualquer coisa. Eu vou comprar porque gosto das moças, adoro o texto delas e acho que dá para aprender muito sobre a gente mesmo lendo os relatos sensacionais dos grandes aprendizados e das mínimas descobertas que mães e filhos experimentam. Fica a dica, hein? 5.4.05
Black is beautiful Ontem me impressionei com a quantidade incrível de gente na rua vestindo preto dos pés à cabeça - eu, inclusive. E não eram góticos ou viúvas, mas profissionais das mais diversas categorias, desfilando por aí feito urubus da moda. O curioso, achei, foi reparar como um único acessório pode distinguir o trabalho dos "black-addicted" com tanta precisão. Vejamos: * boné virado para trás = xerocador * boné virado pra frente = motoboy fashion * avental colorido = garçom fashion * óculos quadrados de plástico = publicitário default * óculos quadrados coloridos e enormes = publicitário fashion * cílios postiços = promotora de eventos * óculos escuros de surfista = promotor de eventos * óculos ray-ban = guarda-costas * Bíblia = padre * terço = carpideira * cordão de "ouro" pesado = bicheiro * cigarro de palha no canto da boca = agente funerário (N.A.: não discutam, ok?) * guarda-chuva pequeno = segurança * guarda-chuva gigante = manobrista * capote (também preto) = se não for a Maga Patalógika desfilando um modelito novo do Herchkovitch, só pode ser o Neo, claro Aí eu quis inovar e hoje vim trabalhar com uma camisa laranja. Cinco da tarde e, tirando os que taparam os olhos, já uns seis colegas me perguntaram se consome muita pilha. É que estilo é para quem pode, baby, não para quem quer. >;-D Beija eu me beija Mais uma da besta-fera: agora Se-ferino quer controlar as cenas de beijo gay na TV. Em tempos de Jean Willys, o presidente da Câmara ainda coça o saco e cospe nas mãos publicamente. Confirma sua ignorância associando homossexualidade a incesto e pregando a "defesa" da família contra os programas "insidiosos" que mostram o afeto (explícito ou não) entre pessoas do mesmo sexo - como se menos indecentes fossem as propostas absurdas e criminosas que ELE apresenta aos colegas parlamentares... Mas aposto que Sevê fica pagando de protetor da moral (hahahaha! Ora, "moral"...) enquanto espera bater meia-noite para babar feliz assitindo àquelas loiras peitudas se esfregando no Sexytime, o safado. Eu acho que ele precisava mesmo era fazer como o Sargento Isidório e visitar um proctologista de dedo grosso. Vai que ele se descobre no meio do exame, vira cover da Isabelita dos Patins e protagoniza um quadro caliente com um marrudo Leopardo de tapa-sexo no Zorra Total... Isso, sim, seria uma revolução que eu gostaria de ver na televisão brasileira. 4.4.05
Quiprocó A eternidade que (normalmente) demoro para responder e-mails pessoais é inversamente proporcional a minha agilidade no trabalho: faço tudo para ser o mais rápido possível, só levo o tempo de digitar a mensagem. Se preciso colher informações ou montar relatórios, vá lá, mas ainda assim dificilmente levo mais que 24h para responder qualquer coisa. Aí, pego uns fornecedores folgados que NUNCA respondem os mil recados que SEMPRE deixo, não lêem meus e-mails e ainda se fazem de doidos quando finalmente consigo encontrá-los: "Nossa, desculpa, deve ter algum problema com a minha caixa postal"... E esse é só o início do relacionamento. Fico pensando se eu deveria deixar logo o crédito e a diplomacia de lado e empreender a catequização (pretensioso, eu? sim, assumido) dos ímpios. Vou começar, como quem nada quer, mandando uns artigos daqueles maaaaais esquemáticos que revistas como Você S/A e Vencer não cansam de repetir, edição após edição, sobre como ser um profissional excepcional etc. etc. Se não der certo, vou apelar para a arma X: os insuportáveis, intermináveis e incontáveis boletins eletrônicos da Catho sobre carreira e sucesso. Du-vi-do que falhem. Idílio Começou num atropelo, numa correria sem fôlego, e estava escuro e confuso quando adentramos a sala. Mas um trovão ecoava, e eram relâmpagos invisíveis que eu sentia fazendo o chão tremer e me arrepiar a espinha quando vi a figura de branco no meio do palco, segurando o microfone com a elegância de quem sorve o melhor vinho, sorrindo. Que dentes impossíveis, Bethânia. Que silhueta imoral, mulher. Eu não entendia porque tudo precisava se mover tão mais rápido quando você esquecia do tempo e levava a mão aos cabelos, infinitos cabelos, sem intenção nenhuma de afastá-los, parecendo apenas querer dançar sua coreografia sensual de menina que corria de calcinha e brincava de muito - você era doce, eu sei. Forte, se vê, mas era doce. E que doçura nos olhos pequenos com que, matreira, nos fita, fãs embasbacados, entorpecidos, completamente expostos e felizes assim. Tuas mãos, Bethânia. Compridas, marcadas, sublimes. Era para mim que você cantava? Eu e Fauzi, Chico, Nara, Edite, todos te abençoamos. Vinícius se sentiria honrado, enquanto nós apenas ouvimos, voamos, tentamos buscar na memória imagens que justifiquem o espetáculo de sons que você comanda. Rainha, digo, aqui de baixo da minha comedida admiração. Penso na velhinha da foto, que orgulho deve sentir da filha, do filho, do encanto que eles espalham. Aperto minhas mãos, seguro um soluço, ligo para duas, três pessoas de quem lembro com uns versos. Deixo um recado na caixa postal do celular - espero que você ouça, minha Luz. Era um momento especialíssimo, nosso. Mandei um pouco de mim. E ali, do meu lado, o amor. Bethânia, que presente, a noite. Queria não estar ainda atordoado e já com tanto sono para poder dizer do quanto, de como, de tudo. Foi belo, querida. Agora, aterrrissando devagar, vou deitar e sonhar contigo. 1.4.05
Comemorando O papa morreu, eu ganhei na Mega-Sena e só não escrevo nesse blog porque aqui no trabalho está tããããão tranqüilo que me perdi em meio a tanto ócio. Feliz 1º de abril, gente fina! ("Gente fina" é O novo.) ~ início ~ |
~ lendo ~ Alê (BGML) Balu (Sim, eu OdeioSopa!) Beth (E-Beth) Camila (Tapetes de Penélope) Clara (The Clara Beauty Journal) Clau (Lettiânia) Djoh (Caminho Dourado) Ematoma (Objetos de desejo) Gabby (Nêga do leite) Guiu (Perto do coração selvagem) Lola (Escreva Lola Escreva) Marie (Je suis Marie) Phelipe (papel pop) Rafaela (Letra e Música) Renata (o livro de areia) Ronaldo (Satyricon) TDUD? (Te dou um dado?) em que quer acreditar. ~ ~ passado ~ agosto-2009 junho-2009 maio-2009 abril-2009 março-2009 agosto-2008 junho-2008 maio-2008 abril-2008 março-2008 fevereiro-2008 janeiro-2008 dezembro-2007 novembro-2007 outubro-2007 setembro-2007 agosto-2007 março-2007 fevereiro-2007 janeiro-2007 dezembro-2006 novembro-2006 outubro-2006 setembro-2006 agosto-2006 julho-2006 junho-2006 maio-2006 abril-2006 março-2006 fevereiro-2006 janeiro-2006 dezembro-2005 novembro-2005 outubro-2005 setembro-2005 agosto-2005 julho-2005 junho-2005 maio-2005 abril-2005 março-2005 fevereiro-2005 janeiro-2005 dezembro-2004 novembro-2004 outubro-2004 setembro-2004 agosto-2004 julho-2004 junho-2004 maio-2004 abril-2004 março-2004 outubro-2003 setembro-2003 junho-2003 maio-2003 abril-2003 março-2003 fevereiro-2003 janeiro-2003 dezembro-2002 novembro-2002 outubro-2002 setembro-2002 agosto-2002 julho-2002 |
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