~ gente ~






31.12.02
 
Criação


Fingindo a minha liberdade
escrevo a palavra
esquiva
que pode ser morte
amor ou destino.


Ela finge
aceitar-me em seu abraço,
no intervalo entre a dúvida
e o traço.


Assim crio a mentira da vida
e a verdade do sonho
e ponho meu nome,
e afirmo
- e assino.


(Lya Luft, Histórias do tempo)


Que a liberdade seja cada vez menos fingida,
e as palavras, menos esquivas,
morte, amor, destino
ou simplicidade.
Que os intervalos sejam de abraços
- já reparou no quanto um abraço transforma?
Vamos transformar as mentiras do sonho
nas verdades da vida,
segurando com firmeza e vontade a caneta
com que escrevemos nossas histórias.

Eu quero que este novo ano seja bom pra caralho!!! Você também, né?

30.12.02

29.12.02
 
Quer saber? Eu gosto de atestar o jogo. Não sou jogador, não mesmo, mas a dança das peças no tabuleiro ainda me encanta, quando não me desaponta. Me deixo apertar os olhos e entortar a boca em deleite narciso - ou engano cruel, quase dá na mesma.

* * * * * * * * *


Por que, meu Deus, algumas pessoas precisam tanto de auto-afirmação?
Tsc, tsc, tsc...

 
Os arquivos deste blog sumiram.
É como se parte de mim fosse arrancada, rasgada.
Falta - ao esquecimento?
Chance, uma chance, nova. De reinvenção.

28.12.02
 
É que quando eu escrevia no Eu no meio do mundo, tudo parecia mais complicado, e as respostas eram todas obtusas demais - eu as queria assim. Até hoje tem gente comentando , mandando e-mail, deixando recado. Pode ser besteira, mas poderia confirmar minha teoria de que as pessoas se identificam mais com a dor, com a dúvida. Ando mais tranquilo de uns tempos pra cá, talvez por isso as reflexões tenham rareado - gozo sustentado? Muito o que se pensar sob a perspectiva lacaniana (alguém aí quer discutir?)...
O fato é: cansei daquelas divagações todas do outro blog, do outro tempo. Quero o mais simples, e a busca tem sido bem sucedida, graças a Deus. Sim, ainda há dúvidas, imensas e infindáveis. Só que o tratamento é outro, mais sereno, mais objetivo. Menos apaixonado? Depende. Ganesha se agarra nos pêlos do meu peito e me ajuda com os obstáculos, sabe?

* * * * * * * * *


Lascia ch'io pianga é uma das minhas árias preferidas. Parece que só hoje descobri o quanto a versão da Sarah Brightman é medonha: gritos em meio a um arranjo digno de SBT. Onde eu andava com os ouvidos?

 
Eduardo e Mônica eram nada parecidos...
(...)
é que nossas diferenças se acabam no quarto, em cima da cama!
(...)
Vou dormir agora, os lábios graúdos, sorrisos frouxos, um cheiro bom de pele na minha pele...
Lá lá lá lá lá...

26.12.02
 
"Prefiro a loucura à realidade, e um par de asas tortas aos limites da comprovação e da segurança.
(...)
A máscara do Arlequim não serve apenas para o proteger quando espreita a vida, mas concede-lhe o espaço de a reinventar.
Desculpem, mas preciso lhes dizer:

eu
quero o delírio."


(Lya Luft, Histórias do tempo)

24.12.02
 
Então, é Natal.
Hunf. Lá vamos nós para mais uma pseudoceia de semifamília: muita comida, vinho ruim, espumante barato, um monte de gente, dezenas de crianças, presentes vazios, música alta, uma ou duas televisões ligadas... espírito, que é bom, zero. Não estou pro Natal neste ano. Renovação, eu sei. E todas aquelas mensagens lindas penduradas em sorrisos protocolares na árvore mais falsa que Madame Tussaud. Hunf. Cadê Deus na 25 de Março? Cadê a Estrela nos shoppings, se não pendurada em armações pós-modernas que custam fortunas para fazer vender outras fortunas? Hunf. Amanheci gaiato e abusado ao mesmo tempo, esse Natal não tem gosto de nozes nem cheiro de panetone, ainda. Nem sininhos nem vovó para me pôr no colo e dizer "Feliz Natal, meu filho", me espremendo contra o peito no abraço mais gostoso.
Esse Natal deve ter Faustão, né? Ou Roberto Carlos, sei lá.
Mas tem o desejo por coisas boas, claro. Tem, sim. E mando essa energia a todo mundo, do meu jeito, rezando, acendendo meus incensos, brindando na garrafa.
Papai Noel, meu velho, vou me pendurar no seu saco. Prometo.

23.12.02
 
Eu vou te contar que você não me conhece.

 
Acordei pro vídeo, almocei com quem o papo (finalmente) anda, corri pelo parque ao lado da Kissimbi dorminhoca (HAHAHAHAHA!), chego em casa, banho pra ficar todo gatinho e ir ao encontro das possibilidades, muitas, vastas, plenas de sonhos incertos. Vou até tomar um café, em homenagem à bruxa linda - saudade.
Natal é celebrar a chegada, né? Bom, EU estou chegando. A mim. Vou comemorar.

 
Train de Vie, de Radu Mihaileanu, filme sobre... não, não vou contar. Quem quiser se emocionar, rir, chorar e aumentar a lista de preferidos na videoteca, veja. Obra-prima.

22.12.02
 
Ressaca, remela, rango. Internet, idiota, imagem, id, Ibirapuera. Atleta, amiga, amigo. Lar, lábia, lamúria, lastro, legal, lábios? Flerte, furo, feijoada, filme. Monicelli, messenger, mesura, mais, música, moleza.
Domingo, definitivamente.

 
Eu sempre acredito que pode ser diferente, mas nunca é. Camisas nos cós das calças, músculos à mostra, aquela música chata que nunca muda, a fumaça, o calor, os gritos de caça... tudo igual, tudo igual. E patético. Aliás, pateta sou eu, que insisto - o que é que eu vou fazer nesses abatedouros, meu Deus? Já sei, pela experiência, que esse ambiente não me agrada, que não me sinto à vontade, que não acho graça se não estiver bêbado (mas não quero ter que beber para me divertir), que vou me arrepender no dia seguinte... então, por que vou? Que esperança alimento? De encontrar um grande amor ali, no canto, deslocado como eu, também sonhando acordado com um par? Bah! A Carochinha bem que podia nos contar de uns finais tristes, para nos preparar aos dissabores da vida, né?

21.12.02
 
Não, não venha me dizer que me entende - se eu não me entendo, como você pode? Não, não dá. Você viveu suas coisas, eu vivi as minhas, cada um(a) a seu tempo, cada um(a) do seu jeito, então foi tudo diferente, e somos diferentes, ninguém é igual - constatação besta, né? É que esquecemos disso quando falamos sem pensar ou quando o egoísmo está atiçado, não raro - somos seres basicamente individualistas: desmamamos antes da consciência do ato, queremos andar sozinhos, escolher nossas roupas, beijamos a nós mesmos, nos masturbamos, damos ao outro depois da nossa provisão, buscamos ser felizes pela auto-realização e guardar o nosso, pois é. Mas eu dizia da compreensão pretendida, da ressonância desejada, do reflexo distorcido no espelho. Quantas almas gêmeas já encontramos? Quantas mãos seguramos para não mais soltar, num ilusório e divino pacto de preservação mútua, quantas? Eu, muitas. Me dou demais, acredito, aposto. Perco? Não, aprendo. Ou não, que a lição é difícil, ah, se é. Assim, vou dando a cara a bater, como saio estapeando de vez em quando, também sou algoz, quem não é? E deixo nas entrelinhas broncas para mim, na esperança de, um dia, descobrir que elas atingiram seus objetivos.
(...)
Às flores, agora. Depois de muito tempo, hoje enchi minha casa de cravinhos, antúrios, rosas e flores do campo. Para dar mais vida às minhas cores, mais cores à minha vida. "I see trees of green/ red roses too/ I sing in blue/ for me and you/ and I think to myself/ what a wonderful world!"

20.12.02
 
Lembro de uma conversa lá em casa, tempinho atrás, quando a falou que o grande encanto do blog é a retomada da voz.
Matutei um bocado sobre isso e concordo: pode-se, com um blog, recuperar o tempo da resposta, registrar sentimentos quando a coragem falta, soltar o verbo com alguma isenção, estender reflexões a quem por elas se interesse... De fato, leio por aí o que se escreve - às vezes, ímpetos incontidos; outras, cosciência pura - e gosto, sim, de muito do que descubro ou acompanho.
Pena que essa mesma liberdade amplifica virtuoses e bobagens na mesma intensidade (e falo aqui das minhas também, assumo).

 
Dezembro, pra mim, é o que ele escreveu há três dias (17.12). Exatamente isso.
(...) Pensando bem, para saber o que eu penso e sinto sobre muita coisa, consultar o blog dele é uma dica e tanto. Se é que isso interessa a alguém, claro.

 
Finalmente, último dia de trabalho do ano. No escritório, pelo menos: vou ter que preparar umas coisas em casa durante o recesso. Mas hoje eu nem tô, sabe? Ganhei o presente que queria do meu amigo secreto, enchi o bucho no café da manhã de confraternização (aliás, acho que nunca me confraternizei tanto quando nesse fim de ano...), vou sair cedo hoje e dar uma volta. Tô exultando com esses 10 dias sem nada para fazer! Já separei cinco livros, uns filmes para ver, uma ou duas visitas inadiáveis e mais nada, só o tempo. É bom guardar os relógios dentro da gaveta e viver sem a preocupação dos ponteiros de vez em quando.

19.12.02
 
Para constar: eu não gosto de julgar ninguém, me esforço para resistir à tentação, mas não sou santo nem superior, então cuspo: como tem gente pequena nesse mundo, meu Deus! E como tem gente cega achando que essas pessoas são mais do que são... encantam-se com pouco, com máscaras que escondem fraquezas dissimuladas. Eu tenho pena, um sentimento escroto. Sinto pena de quem se esconde, de quem se deixa enganar e, tanto mais, de quem se deixa magoar. Com estes, entretanto, eu solidarizo - e lhes estendo minha mão.

 
Sabe por que eu pergunto tanto? Porque quero troca, quero ouvir (ou ler) o que você pensa.
Adoro comentários como esses do post aí de baixo.

 
Me disseram que eu deveria afirmar em vez de perguntar tanto, quando escrevo aqui. Ficaria mais interessante do ponto de vista literário. O que não sai da minha cabeça agora: o que se perde e o que se ganha ao substituir um ponto de interrogação por um ponto final?

18.12.02
 
A primeira festa de aniversário de Mano Wladimir
Por Vladimir Cunha

Mano Wladimir está tenso. No colo da mãe, Marisa Monte, ele ainda não conseguiu entender exatamente o que está se passando. Ao seu lado, Carlinhos Brown conversa com Wally Salomão, que cita uma poesia de Caetano Veloso, que dá um brigadeiro orgânico (sem chocolate e sem leite condensado) para Zeca, que leva um pito da mãe, Paula Lavigne. Mano Wladimir está tenso. É a sua primeira festa de aniversário.

"Criança sã/De uma rã/Guardiã/Eu sou seu fã/Na manhã/Aramaçã/Cunhã". A música infantil escrita por Arnaldo Antunes especialmente para a festa é a trilha sonora da dança das cadeiras. Nada da Turma da Mônica, nada de atores desempregados vestidos de Pikachu. Aqui a coisa é diferente. MM resolveu ser mãe em grande estilo e contratou a Companhia Bufa de Artes e Performances do Absurdo para animar a festa. Fantasiado de Ed Motta, um ator recita de trás para a frente toda a obra de Eça de Queiroz para algumas crianças. Do outro lado da sala, um grupo de clowns (sim, porque numa festa como essa é proibido ter palhaço) ensaia uma volta à posição fetal enquanto ostenta reproduções dos parangolés de Hélio Oiticica. Num canto, Carlinhos Brown dá uma entrevista para uma repórter da revista Bravo, escalada especialmente para cobrir o evento.

- E aí, Brown? Está feliz com o primeiro aninho do Mano Wladimir?
- É uma coisa da modernidade nagô, no que tange a referência espaço/tempo do ciclo da história humana. O cósmico supremo da realização superlativa, a poética da bioenergia enquanto motor da sublimação ótica. É onde o eu e o tu fundem-se na epiderme inconsciente.
- E o que você deu de presente para ele?
- Pensei na questão do pacifismo, na guerra como catalisador das emoções humanas ao mesmo tempo em que atrai e repudia o ser. A máquina ceifadora que gera vibrações orgônicas, que tangencia e descontinua a unidade solar dos povos.
- Como assim?
- Eu dei um boneco dos Comandos em Ação...

Enquanto as crianças não podem comer o bolo de cenoura, aniz e mel de cana - que traz estampado uma reprodução de O Abaporu, de Tarsila do Amaral, em sua cobertura - Marisa Monte serve a elas copos de suco de gengibre e balas de cravo da Índia. Até que Paula Lavigne tem a idéia de chamá-las para um karaokê.

Quem começa a brincadeira é Benedito Tutankamon Pedro Baby, cinco anos e filho de um dos roadies de Arnaldo Antunes, que canta O Avarandado do Amanhecer, de Caetano Veloso. Em seguida é a vez de Zabelê Tucumã Nhenhé Çairã, três anos e filha da empresária de Carlinhos Brown, que canta Ana de Amsterdã, de Chico Buarque. Ao saber que a próxima criança a cantar é a impronunciável Zadhe Akham Mahalubé Sinosukarnopatrionitnafilewathua, filha da copeira de Marisa Monte, Paula Lavigne acha melhor suspender o karaokê.

É hora do Parabéns a Você. Os convidados reúnem-se em torno da mesa. E então, Marisa Monte anuncia uma surpresa: quem irá cantar o Parabéns é Carlinhos Brown.

Brown, que andava meio sumido depois de sua entrevista para a Bravo, aparece vestido com um cocar feito de canudinhos de plástico, uma camisa de jornal e uma tanga de folhas de bananeira. Atrás dele, 315 percussionistas da Timbalada, um videomaker e quatro poetas marginais. Brown pega um garrafão de água mineral e começa a cantar sua versão para Parabéns a Você:

- Vim para cantar/A tropicália alegria de um povo/Azul, badauê, zumbi/Ela não me quer/Mas sou um tacle regueiro/Viva o divino samba de João/Monarco na rua/Meu bloco chegou.

Arnaldo Antunes se empolga e começa a recitar poesias descontroladamente, Marisa Monte gorgeia e improvisa algumas melodias, a Timbalada toca um samba-reggae, Paula Lavigne cai na farra e Caetano acha tudo "lindo". O videomaker filma tudo e Wally Salomão escreve o release. Os poetas marginais aproveitam a confusão para roubar uns docinhos.

Um executivo de uma grande gravadora, que entrou de penetra, contrata todos os presentes e promete CD, DVD, livro, críticas favoráveis no New York Times, participação de David Byrne e especial de televisão. Para comemorar, Arnaldo Antunes põe um disco de Lupicínio Rodrigues. O ator vestido de Ed Motta cospe fogo. Marisa Monte lê Mário Quintana em voz alta. Mano Wladimir chora. É a sua primeira festa de aniversário.


(a psicopata manda pro abilolado, que manda pra mim, que não seguro as gaitadas...)

 
O número de visitas deste blog caiu para um terço do usual.
E sabe o que é melhor? Não me faz a menor diferença.
Libertas quae sera tamen.
Beleza pura.

17.12.02
 
Ontem lembrei do seu corpo, de como era doce. Cheiro e gosto, doce.
Experimentei outros, salgados, azedos, amargos, frios, mornos e quentes, alguns quase doces, nenhum como o seu, nenhum com a mesma capacidade de me saciar. Engraçado como o nirvana pode se resumir a um sabor de pele na ponta da língua...

16.12.02
 
Eu ainda acredito que 2003 vai ser um ano melhor e estou desejando um monte de coisa boa pra todo mundo que encontro. Mas PUTA QUE PARIU, que fim de 2002 mais escroto, caralho! Dá vontade mandar tudo pro inferno e sair esfregando o dedo na cara de algumas pessoas! Porra!
E agora eu devo ter escrito mais palavrões do que qualquer texto meu jamais viu, mas precisava extravazar essa tremedeira nervosa nas mãos. Daqui a pouco eu fico zen de novo - acho que me falta dizer uns "Vai tomar no cu!" mais sérios de vez em quando...

 
Virando um panda: gordinho, peludo, comendo folha e transando uma vez por ano.

12.12.02
 
Parei de escrever no caderno, parei o blog, queria parar com o trabalho também - que loucura!
Tem muita coisa acontecendo, muito trabalho, gente nova, muitos encontros, muitas partidas idas e vindouras, muitos sumiços, eu quieto, sem resposta, indo atrás (é bom resgatar de vez em quando), me escondendo, fechando a boca, gritando de vez em quando, ufa!
Mas é um grito calmo, apesar da agonia de agora, por exemplo. Essa agonia de agora de que falo poderia ser agonia de hoje também, que o dia foi foda: pisei na bola logo cedo, uma amiga está mal, tenho mais compromissos que horas no dia, estou em falta com algumas pessoas, me exigem me cobram me prendem no trabalho e penso que precisava ser mais outro além de mim para dar conta às vezes - quem não pensa?
Os fatos são que estou sem grana, pra variar, devendo os poros da cara, não vou mais pra casa no Natal, não devo viajar tão cedo, sem previsão de férias, tentando diminuir a barriga (e o delírio por chocolate piscando como Las Vegas na minha cabeça), já com saudade de quem ainda nem partiu (mas vai), pensando de leve sobre o mestrado e a faculdade e um outro emprego e dar uns beijos descompromissados e sexo animal e dezoito filmes em cartaz para ver e a peça que não dá tempo e todas essas inumeráveis coisinhas que a gente quer mas nem sempre pode, seja lá por que motivo for. Mas está tudo bem, acredite quem puder. Se parece muita coisa, é tudo pouquinho, que eu quero entrar o ano de cara cheia e peito aberto - nunca vazio - para ver no que dá. Tenho uma sensação ótima de que 2003 vai ser um ano melhor - talvez isso, talvez aquilo, todas as hipóteses podem sempre ser, mas eu acho SIM que vem aí um ano melhor. Não estou prevendo, apostando nem esperando nada por enquanto - é só uma fé despretensiosa e nada urgente. Bola pra frente, vamos construir.
E, bem sincero? Não estou sentido tanta falta da vida de blogueiro, não. Sinto saudade de algumas pessoas, mas admito que nem me dou a ler seus blogs. Quando o coração berra, escrevo, ligo, rezo, ouço uma música em sua intenção. Cuido de cá, calado, enquanto ainda absorvo tudo o mais que os blogs me apresentaram. Foi coisa demais, e eu ando leeeento...
Enfim, quero mais é comprar meu champanhe do bom, que tem um bocado o que comemorar, né?

6.12.02
 
Às vezes me bate uma saudade tão grande de escrever nesse blog que eu chego a digitar no ar uns posts urgentes. Muita vontade de verborragiar... mas ainda me controlo, porque preciso de mais controle, dá para entender? Eu dou por entendido e pronto - essa é uma saída suficiente quando não há disposição ou interesse em grandes confrontos.
Tenho acendido meus incensos e velas de novo, isso é bom. A(s)cender.

1.12.02
 
Recomeçar.
Você já pensou de verdade na importância disso?
Eu estou pensando. Há dias.




~ Cada um escolhe a verdade
em que quer acreditar.
~