~ gente ~






30.9.02
 
Ninguém merece...

Essa é a NOSSA educação...

 
Adicionei o link aí do lado para a campanha contra o preconceito, do Mix Brasil. Ando pensando, com mais veemência nesse fim de semana, sobre o ser gay. Muita coisa na minha cabeça, desde um possível perfil do "gay típico" (generalização bastante superficial, mas que não sai da minha cabeça) até a importância da auto-aceitação no processo de mudança da sociedade.
Talvez eu desenvolva o tema mais tarde. Talvez eu compre chocolate, tire os sapatos e ouça Leny Eversong.
Talvez eu devesse calar a boca, trocar de roupa e sair à caça.
Mas não dá.

 
Sobre a noite de ontem, na pizzaria, quem melhor descreve é a : Alegria, alegria!
Ficou perfeito, gata!
E obrigado pelo "sol".


 
Multiplicidade, chance de escolha (?), dispersão.
Isso me cansa.

29.9.02
 
Como diz Beth, bora lá encontrar o "blog-povo".
É que a gente combinou uma pizza-surpresa pra dar um presente de casa nova pra Teca e estamos só esperando (pra variar) por Balla, que uma hora chega, se Deus quiser.
E já estou até vendo: a Speranza entra hoje pro rol de lugares onde blogueiros serão proibidos de entrar...

 
Herança

O mar leste descende desta voz.

Lançamos âncoras para reparar nossos remos partidos.

Haverá segurança nos braços suspensos como facas,
cortando o mar horizontal que se abre
como clareira ao homem pressentido?

Mancham o cintilar das águas com suas dobras.

Mas não posso reter senão o espectro
solar fundo em teus olhos, o silêncio
contrariando o múltiplo, o indevassado.

Há um homem construído em teus desígnios.

De que tempo virá este outro homem?
Estas pedras que afundam no longínqüo?


(Pablo Simpson)

28.9.02
 
Cumplicidade...
Cumplicidade é uma merda.
Um trabalho árduo.

Lembranças boas e um desejo.
Energias em tráfego, um perdão concedido.

A risada imediata, a sintonia implícita.
O beijo no escuro, a permissão.

Passar pelos testes, empatar.
Confiança, segredos protegidos.

É dar todos os recados, e a certeza de que você - que são muitos - entendeu.

 
Eu quero a sedução de volta.
Quero olhar daquele jeito convidativo e, ao mesmo tempo, arredio. Quero desmontar com um sorriso indecifrável, andar com passo firme e sugestivo, ser econômico nas palavras - mas sempre pertinente -, gesticular uma coreografia natural de pedir bis, aquecer com um simples toque, estimular. Eu quero ser John Malkovich.
Quero poder e saber.

27.9.02
 
Não sei se choro ou acho graça dos e-mails que recebo.
Hoje, chegou um entitulado Diário do Carpe quando acabou de tirar a carteira de habilitação.
Nem preciso dizer dos absurdos, de toda a difamação, chacota e embófia - adoro "embófia"! - contidos na mensagem.
Como eu disse na resposta lá, prometo que vou ser o melhor pedestre de que se tem notícia - mesmo adorando as palavras abalroar e colisão...

(Se tem gente que gosta de azulejo, por que eu não posso gostar dessas? Quer ver outras? Pusilânime, ilibado, prosopopéia, arrefecer, telúrico, zelo, larápio, girândola, pluma, e por aí vai...)

 
negro gato de arrepiarÀ
noite
todos
os
gatos
são

pardos

parcos

parvos

partos.

(peguei a imagem no Livros dos Gatos, agora reformulado e muito mais bonito)

26.9.02
 
Balla diz que eu tô um entojo só.
Pois é.
Tô.
Sem saco, impaciente, irredutível, teimoso, arengueiro e displicente.
Ânsias estranhas, minhas entranhas, meu pouco juízo...
Vontade de sumir. De ganhar na mega-sena. De baixar o zinco.
Acho que preciso de colo. E de uns tabefes também.

 
Só o Cabs para arrumar uma marmota dessas...


Which era in time are you?


Old fashioned, EU?
Vixe! Será?

 
No refeitório, o papo foi sobre um miraculoso aparelho de fazer nhoque caseiro.
Era dica de cá, receita de lá, molho daqui, uma sessão de tortura meticulosamente articulada para perturbar um pobre glutão como eu, que me contentava com a salada de folhas, cenoura, palmito e queijo branco (aaaaaaaaargh! Gongonzola, urgente, por favor!) que preparei com tanto esmero e desolação. Até o papo desbancar para o gosto e o não gosto do light/diet. Ou mau gosto. Uma - que fala mais que a bispa Sônia – dizendo que leite desnatado é água suja, a outra rebatendo que o integral tem gosto de bosta de vaca (fino, não? E eu pensando onde será que ela teria experimentado tal iguaria...), a primeira falando do amargor dos adoçantes, a segunda defendendo os grelhados etc. etc. ...
Eu, na minha, tentando engolir um dedo de flora brasileira. Sem azeite. Nem sal. Nem sal light, que eu comprei mas foi vetado em casa porque é estranho mesmo. Mastigando sem vontade, cheio de remorso pelo crime gastronômico da noite de ontem.
Preciso criar vergonha na cara. Não sou doente nem (tão) desequilibrado, sei que consigo evitar alguns excessos. Nunca tive a intenção de um abdome como o daqueles diuréticos moços ab-shaper, mas corro o risco de ser capturado e estudado em cativeiro como uma espécie híbrida de morsa com hipopótamo se continuar comendo desse jeito.
Enquanto na minha mesa se falava de nhoque, no resto do recinto, à boca pequena, todos só reparavam no tamanho do meu tupperware...

 
Finalmente, me dei conta: estou mais para ler.
Em outro momento, o que me instigava, a grande motivação era escrever. Eu tinha (ou assim julgava) problemas, aflições, precisava dar vazão aos sentimentos que me alagavam. Hoje, na calmaria (?), na falta dos arroubos e da fúria - porque a pena é asa da ira, tenho certeza -, deixo o tempo pouco (e, por isso, precioso) para me inteirar dos devaneios alheios, mais profundos e "inteligentes" que estes meus. Me reste a loucura e a sorte de um amor tranquilo: está bom.
(...)
E lá fui eu de novo rasgando com essa verborragia rococó. Argh! Chega de Parnasianismo!
Meus zóvo!

25.9.02
 
Nó no peito, outro na garganta, mais um na cabeça.
Uma semana para a prova de proficiência em língua - e dez anos que eu não estudo inglês. Menos de um mês para montar o projeto de mestrado, como se fosse simples assim, como se todo o resto estivesse na minha cara.
Nem objeto eu tenho. Objetivo, então, são as mais voláteis divagações, umas brigando por espaço com as outras. Me falta embasamento teórico: agora vejo que poderia ter lido um terço mais se tivesse visto metade dos filmes no cinema durante os anos de faculdade - e sinto o peso do vazio. Questiono o tempo todo, a mim mesmo, quanto à capacidade de argumentação e síntese.
Tenho medo de não estar preparado para isso.
Mas não dá mais para enrolar: depois de intervalo tão longo, chegou minha vez de jogar.

 
Depois do jantar (adorei ter companhia), papos acadêmicos enquanto Clotilde (minha entidade doméstica alterada) dava um jeito da louça suja. Muito o que pensar, e a areia escorre ligeiro na ampulheta... Cansaço.
Mas não deixo de checar meus e-mails, mesmo sem dar conta de responder: surpresas, pequenas e insubstituíveis alegrias antes de me entregar a Fiedler's Green (alguém lê Sandman?).
No cômputo da noite: um embate sexo-filosófico; Caribbean Blue (sou louco pela Enya!); a foto de um bar a ser visitado (na parede: "Lá fora chove; aqui dentro, só pinga."); e dois convites para tomar café. No lucro, não?
Só espero que esse frio vá embora e a primavera se instale logo. Não gosto de café, prefiro sorvete.

24.9.02
 
Às vezes, penso que sou muito bem resolvido. Às vezes, me acho idiota.
Tem vezes, me sinto seguro demais. Outras, um fraco.
Às vezes, me acho inteligente e articulado. Mas tem horas que dá vontade de rir de mim mesmo.
Tenho a sensação de que estou certo o tempo todo.

 
Vamos esclarecer algumas coisas antes que eu dê continuidade à minha odisséia virtual....
Quem quiser ficar, fique. Quem quiser vir de vez em quando, venha. Quem quiser voltar, volte. Quem quiser ir, vá. Quem quiser falar, fale. Quem quiser argumentar, argumente. Mas não brigue, não me violente, não desrespeite o meu limite e nem me ofenda com palavras levianas. Cuide. Cuide de nós dois. Que sejamos extensão do outro. Que somemos, multipliquemos. Não ouse diminuir, não queira sugar ou se sustentar nas minhas palavras ou em mim.
Deite-se, sente-se, ouça, chore, ria, fique a vontade. Seja você, seja o melhor que pode. Assuma. Se precisar de colo, peça. Se precisar de massagem, dou. Se quiser conselhos, dizem que sou boa neles. Se precisar de uma amiga, adoro fazer amizades. Se só quiser “espiar” meus pensamentos, tem todo o direito. Se precisar de palavras sinceras, gentis, cordiais, estimulantes, tristes, alegres, engraçadas, doces, amargas, livres e inteiras... abra os olhos e o coração. Se não precisar de nada e só estiver curioso, tudo bem.
Eu te respeito e você me respeita. Eu te dou e você me dá. Eu te alimento e você me alimenta. Eu te amo e você me ama. Eu te abraço e você me abraça. Eu falo e você escuta. Eu escuto e você fala. Cada um a seu tempo, no seu ritmo, de acordo com as suas necessidades.


Perfeito. Eu me arrepiei lendo isso, porque me adiantou o trabalho de escrever coisas em que vinha pensando de casa pra cá hoje cedo.
Nesse caso, só podia vir dela, a quem mando agora o abraço mais aninhado. Meu dedão pra cima, fazendo "ok": nosso código, minha amiga. Eu, feliz.

 
Horizontes para ver que o mundo é mais.
Esse é o melhor presente que eu posso dar.

23.9.02
 
Postando da faculdade, nem sei quanto tempo faz que não usava esses micros...
É estranho. Passar pelos corredores, as salas, algumas caras, muitas lembranças... Tanto que vivi aqui, meu Deus! O choque com mundos e pessoas tão diferentes, o primeiro grande amor, o início da carreira, a (des)construção dos meus valores... tudo tão datado, como se eu lesse parte da minha histórias nas manchas e riscos dessas paredes, no meio de tantos outros riscos e manchas, o peito apertado vendo que os anos exigiram pinturas, demolições, mudanças.
Cadê aquele menino que chegava de calça frouxa, chinelo de couro, pacote de biscoito recheado na bolsa e sonhos no bolso?
Um homem de barba raspada, terno amassado e uma pasta de documentos a tiracolo senta hoje em frente ao computador mais moderno na sala lotada de rostos quase adolescentes, pensando no mestrado e, olhos perdidos na parede branca, tentando resgatar um tempo que não volta.
Às vezes é um saco ser gente grande. Vontade de tirar a roupa e correr pro mar, como quando eu era (mais) criança.

 
Mais uma noite de sonhos.
No primeiro, preliminares sexuais: muitos cheiros, cores, sons. Calor, incêndio apagado antes do tempo.
No outro, uma audição, um teste para dançar. E eu falhava.
Sinal crítico das abstinências.

 
Prestar e acertar contas, sempre um exercício exaustivo.
Há preços demais quando moeda me falta: uma mixaria nas mãos e eu sem ânimo para pechinchar.

22.9.02
 
No cinema, um perfume familiar ao meu lado.
Não lembro de onde - ou melhor, de quem - conhecia aquele cheiro, mas foi enlouquecedor: muitos hormônios em ebulição, e o olfato incita e excita como poucos sentidos. Zinco acumulado me perturba, fico (quase) perigoso...

 
Peço desculpas, mas não dá para sair de casa.
Estou embriagado, de barriga cheia, muito sono, zero grana, sem o menor saco para baladas cheias de fumaça, barulho e gente medindo se meu sapato está up to date com as últimas tendências de Milão.
Queria outra coisa, para não mudar o discurso: ninho, carinho, entrega, corpo. Desejo de dentes roçando de leve o ombro, de mãos que tocam, e uma vontade louca de pegar o telefone e chamar, mas não seria justo. Não tenho direito de usar, por mais que o controle nas minhas mãos convide a apertar a tecla e ajustar as probabilidades como mais me convém. Brincar com os sentimentos alheios é um jogo que cansei de jogar, perdeu a graça. Mas a tentação parece não dar trégua, como a pipa que fica à mão do menino, como o chocolate escondido, como a última taça.
Por que grita? Por que eu não grito?
Vontade de silêncio, mas tudo em mim é explosão agora.

21.9.02
 
Diz que baixaria pouca é bobagem, né?
Pois eu, que já tô meio bêbado, e sob o pretexto de ajudar com a mudança, vou pra casa dela comer pão, jogar Master e dar umas boas risadas com a Dani e o , fazendo de conta que relógio é só enfeite e tempo é pra ser feliz.
Pensando bem… e não é?

 
Olha eu aí!

Achei bem parecido!


Acho que meus cílios são um pouco maiores, e as sobrancelhas, mais grossas - fora uns quilinhos faltando aí... mas ficou ótimo! A minha cara.
Obrigado!

20.9.02
 
A pulsão que espere: o tempo urge.
Muitas coisas acontecendo, preciso parar um pouco - e correr.
Alguém me diga, por favor: como controlar os ponteiros?

 

Cerveja
(Aquele um e aquele outro)

Hoje é sexta-feira, chega de canseira
Nada de tristeza, pega uma cerveja e põe na minha mesa
Hoje é sexta-feira, traga mais cerveja
Tô de saco cheio, tô pra lá do meio da minha cabeça
Chega de aluguel, chega de patrão
Coração no céu e o sol no coração
Pra tanta solidão
Cerveja, cerveja, cerveja, cerveja, cerveja...
CERVEJA!


 
"A inteligência pode ser acusada de tudo, menos de santa."
(Nelson Rodrigues)

19.9.02
 
Pausa, se não eu saio daqui direto para o manicômio.
Hoje está tão corrido nesse escritório que, depois de almoçar meus dois pastéis (sem direito a escovar os dentes – que luxo é esse?), mal pude fazer xixi. Só consegui levantar da cadeira há cinco minutos, quando, sem mais condição de digitar e trocando as pernas, fui esvaziar a bexiga, que devia estar do tamanho de um melão japonês transgênico. Na agonia (gotas se pronunciando, um horror), nem procurei pelo interruptor do banheiro, desesperado para desaguar no primeiro escoadouro. Pois eis que se abre a porta, entra um colega – que, como qualquer pessoa normal, acendeu a luz – e, ao me ver saindo do reservado naquele breu todo, soltou um berro apavorante com o susto. Eu, aliviado, tentei dar um sorriso amarelo e explicar, mas já adentravam outros dois que tomavam café para socorrer o outro, pálido e arfante. Só pude lavar as mãos apressado e voltar ao tronco.
Me senti um profissional homicida, se é que me faço entender.

 
Não dá tempo...
Não dá...
Não.

 
Tô de pá virada.
Faminto, cansado, constipado, sem argumentos nem recursos.
Sem palavras também.

18.9.02
 
Não vou mais ao Rio nesse fim de semana. Sou proletário, como diria Ana, preciso trabalhar. Um dia, quem sabe, eu viro chefe, e as coisas mudam.
Por hoje, chega de emoções. Vou tomar banho, comer um delicioso sanduíche entupido de curry, encher a cara de cerveja, dormir e sonhar. No sonho a gente pode tudo, né? Então vou tirar as sandálias, meter os pés na areia fofa de Copacabana, ver aquele povo bonito correndo e passear pelas ruas da zona sul fluminense. Depois, brindo com os amigos olhando a lua refletida na Lagoa, para mergulhar naquelas águas em seguida. Afinal, quem precisa de acordar?

 
(...) não está proibido o uso de camisetas, adesivos, bonés, bandeiras e outros materiais de campanha pelos eleitores dentro das seções eleitorais.
(...) pela primeira vez, haverá homens da Polícia Militar e do Exército à paisana vigiando as seções em alguns Estados. Eles estão instruídos para prender em flagrante quem fizer boca-de-urna.
Quem for flagrado aliciando eleitores pode ser condenado a penas que variam de 3 meses a um ano de detenção
(e multas) de R$ 5.320 a R$ 15.461. O candidato beneficiado também pode ter o registro cassado.
(li aqui)

Quer dizer que um ano de liberdade equivale a pouco mais de 15 mil reais? É esse o preço? Nossa legislação é estranha, disso eu sempre soube. Mas vou votar pelado e calado, para evitar problemas.

 
Cio.

Do Desejo
(Hilda Hilst)


E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.

17.9.02
 
Sempre me incomodaram as pessoas que usam da inteligência ou do conhecimento adquirido para abusar dos leigos, ingênuos ou apenas crédulos. Agora, me pego na condição abjeta do manipulador, daquele que molda os entornos conforme bem permite sua tão vasta quanto míope capacidade, no exercício improbo da sustentabilidade do falso - ou do vago.
Finalmente, consigo perceber o dilema do lado de lá:
sou um escroto ou um fraco?

 
Se eu enlouquecer, tudo bem? Depois de ontem, um hoje desse jeito?
"(...) o sono é sagrado e alimenta de horizontes o tempo acordado de viver"
- preciso lembrar disso.

 
It's all a tape recording: fantasia, delírio, catarse. Faz parte do jogo,
e eu não espero ser levado a sério.
Ou é tudo o que mais quero: o que há de maior em mim é a dúvida, e dela
faço graça, abuso, tomo gosto e apanho.
Ocasionais lágrimas são para lustrar os dentes que me empenho em exibir num sorriso inabalável de vitória ou naquele outro, nervoso de incerteza. É insano e cruel, mas há prazer em saber que o outro não sabe se é o fim do mundo ou um pé no nirvana.

16.9.02
 
Na pressa, que vou passar a tarde treinando uma equipe e estou na loucura para dar conta de tudo.
Só quero avisar meus queridos cariuocas que chego ao Rio na madrugada do sábado próximo, para passar o fim de semana e, como não haveria de ser diferente, comemorar mais uma vez a idade nova tomando uma cervejinha ali na Lagoa.
Adoraria ter comigo os de sempre (Ana, Sam e Clau), uns amigos mais recentes e quem ainda não consegui encontrar das últimas vezes. Pra gente matar a saudade, reclamar da vida, dançar e contar umas coisas de rir... com um Cristo abençoando, lá do alto, o sagrado encontro profano nosso de cada vida.
Até lá, então!
L. ~ 11:18 ~

15.9.02
 
E agora vou ali tomar um chopinho (ninguém é de ferro, né?) com minha marida que FINALMENTE CHEGOU DE VIAGEM! Se ela demorasse mais um dia eu morria de saudade. Agora tenho quem azucrinar o tempo todo de novo!

 
Arre. Agora dá para falar do fim de semana.
Pensei em escrever alguma coisa fofa e meiga e linda sobre a comemoração de ontem, mas não vou mais. Foi muito bom e acho que todo mundo se divertiu. Eu, claro, adorei: bebi (quase) moderadamente, dancei, comi e ri muito com gente que eu amo (sem links: vocês sabem quem são). As paredes ainda estão de pé e não fui despejado, pelo menos por enquanto.
Vou falar do saldo de presentes:
- um amuleto para a boa vida sexual (são rãs de Salamanca transando);
- uma garrafa de uísque, que já se acabou;
- uma garrafa de cachaça, agora pela metade;
- doze latas de cerveja, intactas;
- um fantoche de pato;
- um apontador (de lápis) em forma de privada;
- uma camiseta com um artigo impresso sobre a arte de guiar, entitulado "Sem medo no volante" (preciso comentar?);
- trufas da Ofner;
- bombons da Kopenhagen;
- uma serenata de palhaços (e doces de estrelinhas);
- sabonetes mágicos
- um buquê de bexigas;
- algumas normalidades (quatro cds, três livros e um gibi) de amigos pouco normais;
- um kit enfeitiçado para a vida que inclui chocolates, sucrilhos, incensos eróticos e camisinhas sabor hortelã.
O que mais eu podia querer?

 
Acho que sobrevivi, por enquanto é só o que dá pra dizer.
Quando os avestruzes pararem de sapatear na minha cabeça, tento de novo.

14.9.02
 
Depois da sexta-feira 13, o sábado 14. Hunf.
(...)
Pela manhã, ao supermercado: abastecer a casa.
De tarde, COMEMORAR!
À noite, dançar - quem sabe?
Agora: dormir, que não dá mais...

13.9.02
 
Eu já escrevi melhor. Procurando o tal texto aí de baixo no primogênito, dei umas boas risadas e me surpreendi com alguns posts.
Acho que ando sem saco para exercitar a pena.
Uma pena, com o perdão do trocadilho infame.

 
Sonhei de novo: acho que é o cio chegando.
Fiquei na tara de ler um post que escrevi tem tempo e fui resgatá-lo.
Se não tem como fazer, a gente escreve – ou (re)lê.

Tenho pensado um bocado em sexo nesses últimos dois ou três dias.
Eu era bem travado no começo, tinha medo de experimentar, achava tudo meio imoral, não sabia o que podia ou não. Sempre soube que adoro ser tocado, que gosto de beijo grande (com a boca bem colada, as línguas indo, vindo, brigando, massageando uma a outra), gosto de esfregar meu corpo num outro corpo (alguém pensou em “abraço ergonômico”?), desde pequeno tenho a mania de enfiar a cara na barriga das pessoas, sou tarado por peitos...
Mas ainda acho sexo uma coisa estranha.
Se alguém lambe a sua nuca, por exemplo, a saliva, quando seca, fica com cheiro de... não sei do que é, mas não é um cheiro ruim. Nem bom. É esquisito sentir um órgão que parece uma estrela do mar quente e úmida lambuzando de cuspe suas costas, virilha ou umbigo.
Explorar o corpo é um exercício de permissão e descoberta também. Passar a mão, morder, chupar, apertar... quem garante que o outro gosta? Que quer? Que vai retribuir? Esse jogo é difícil porque as regras são poucas e, se nunca foram bem explicadas, é porque mudam o tempo todo, porque se troca o adversário (ou parceiro), o tabuleiro, as cartas, as peças... Como saber se o que eu penso que é gamão você não enxerga como Resta um?
É tudo muito particular, cada um tem seu traquejo, mania ou loucura. Tem gente que cerra os olhos e só os abre na hora de gozar; tem gente que transa de olho aberto o tempo todo. Tem gente que deixa a língua meio de fora, tem gente que morde os lábios. Tem uns que mal respiram, enquanto outros gemem alto e berram. Tem quem aperta com força, tem quem mal te pega. Tem os afoitos, os recatados, as dissimuladas e quem usa “brinquedinhos”. Tem de tudo pra todos os gostos, tipo feira.
Antes uma rapidinha a nada, mas eu gosto mesmo é de tantra. Não sou de dar duas, três seguidas na boa. Prefiro ir com calma, devagar, aproveitando cada calor da pele, cada poro, cada sussurro. O ritmo se alterna, faz parte, mas eu gosto de sentir o vigor do toque desejoso, intencional, planejado pra dar prazer. Gosto de experimentar, descobrir, surpreender e ser surpreendido. Tenho pena de quem diz “isso eu não faço” sem nunca ter feito, acho uma opção injustificada pela perda do que não se conhece. Eu me permito e acho que assim é que tem mais graça.
Não preciso ejacular pra gozar, não preciso de orgasmo pra chegar ao clímax. Sinto necessidade de proporcionar muito prazer, talvez mais do que sentir. Ou não, porque sinto muito prazer vendo alguém se contorcer ao meu estímulo. Sexo é egoísmo e orgulho também, ao mesmo tempo em que é encontro, conquista e abnegação. É celebração da vida seguida de morte triunfal.
E por que tem gente que xinga ou fala palavrão? Essa parte eu nunca entendi. Isso excita, é? Eu prefiro a linguagem do corpo, que pode ser tão imoral ou mais amoral que uma frase copyrighted de um filme pornô qualquer. Sexo me deixa feliz, tanto que costumo rir depois de gozar - mas já vi gente chorar, olha que coisa... lágrimas de quê? Alegria? Culpa? Medo? Vontade de mais? Que coisa estranha. Eu, pelo menos, acho estranho, sim.
Mas é bom. Porra, como é bom!

 
ICQ é um negócio realmente fantástico! É muito bom poder conversar em tempo real com as pessoas - principalmente para quem não gosta de falar ao telefone, como eu.
Não acesso com frequência porque poucas vezes encontro alguém na madrugada, que é quando fico mais à vontade e dou uma checada. E também, confesso, porque quase fico doido quando acontece de ter mais de um amigo online: aquele monte de janelas abrindo o tempo todo, junto com o barulhinho irritante e a incompatibilidade entre macintosh e icq lite me perturbam demais da conta o juízo! Coisa de gente matuta, sabe como é...
<:-)

12.9.02
 
Nada como passar o intervalo de almoço brincando de escolher óculos na minha ótica preferida!
Uma perdição para quem sofre de consumun tremens.
Lembro da primeira vez que fui lá, como quem nada queria, pensando em fazer lentes novas para o velho óculos de que eu tanto gostava. Não dava: meu sobressalente capengava demais, resolvi me dar um presente.
Não me acho um cliente insuportável, mas sei que dou muito trabalho. Experimentei tantos modelos que deixei três das mesas entupidas de armações das mais variadas: grandes, pequenas, de metal, acrílicas, coloridas, prateadas, redondas, quadradas, hexagonais, uma infinidade de opções. Nada (tá, eu queria um milagre que me deixasse a cara do Brad Pitt).
Aí, chega Patricia, a toda-poderosa chefona. Olha na minha cara, séria:
- Espera aí que eu tenho a coisa certa pra você.
Entra numa salinha e volta com um óculos azul. Retangular, pequeno, metálico e azul. Estranhei um pouco no começo, mas ela me garantiu que tinha ficado bom. E ainda me convenceu a comprar um outro, super fashion - nunca imaginei que teria coragem de usar um acessório tão, hum, ousado...
E não é que ficou bom? Rapaz, meus óculos fazem um sucesso danado!
Fora o atendimento especialíssimo e as novidades que só a gente acha, como os óculos da marca alemã Locco, que eu adoro (mas nunca tive cacife pra pagar...)!
O site dá uma idéia do que é a loja, mas recomendo um cafezinho por lá mesmo: na Rua dos Pinheiros, 1054, quase esquina com a Pedroso.

E por que essa propaganda toda? Porque a Pati é minha amiga, oras! E porque eu gosto de divulgar quando estou muito satisfeito enquanto cliente (hoje fui lá para uma revisão nos óculos e ganhei um revestimento nas hastes!)...

 
Cheers!Um
brinde
àquele
moço
do
blog
que
faz
a
gente
sonhar:
Feliz Aniversário, Victor!

11.9.02
 
Outro dia de sair tarde do escritório: a jornada aqui vai longe, se eu não desmaiar.
Alguém aí pra me dar uma massagem, por favor!
Não?
Colo, cafuné, beijos na testa? Sexo selvagem e alucinante?
Não?
Ok, vou me acabar na cerveja e no chocolate quando chegar em casa.

 
Inevitável falar, né? Então tá.
Eu engrosso as legiões de pessoas que clama por PAZ no mundo inteiro, sensibilizadas com os ataques de há um ano.
Mas tenho medo mesmo é do abalo prometido e já confirmado de mais tarde: ela vai estar no Vitrine, entrevistada pelo Rodrigo. Hoje, a partir das 22:30h, revelações bombásticas, tiradas explosivas e o (mau-)humor atômico da minha editora preferida!
Jesus, clemência!

 
Já dei uma primeira olhada no site.
É fácil de usar, razoavelmente rápido (para quem tem banda larga, pelo menos) e dá pra pesquisar pelo "nome eleitoral", o que falicita um bocado.
Lula tem patrimônio declarado de 500 mil reais; Ciro, 300 mil; Serra, 600 mil. FHC, que ocupa pela 2ª vez o mais alto cargo político do país, tem 1,2 milhão de reais.
Paulo Maluf declarou à Receita um patrimônio de 75 milhões.
Vê-se que é mais negócio criar um PAS e um Cinga-poor que "estabilizar" a economia e dar umas voltinhas mundo afora.

 
Ontem passei muito da noite lendo jornais online. Tinha tempo que não fazia isso, e me encantei com a quantidade de (boa) informação. Vou me dar a esse prazer mais vezes.
Uma notícia me chamou especialmente a atenção: entra hoje no ar, às 10h, o site Controle Público (www.controlepublico.com.br), um banco de dados "com informações pessoais, eleitorais e patrimoniais de mais 5.000 políticos que participaram das eleições de 1998, 2000 e 2002". Pode-se cruzar esses dados para analisar, inclusive, a evolução do patrimônio de vereadores. Ou checar os dez mais abastados, por exemplo.
Não é currículo, mas serve pra gente conhecer um pouquinho melhor os nossos "representantes".
Eu vou conferir.

 
Antes de desligar, uma zapeada pra tomar conhecimento do que acontece no mundo televisivo. Não resisto a uma puta loira escultural pelada (são muitas associações, pois é) com cara de travesti atro-pelado, a Gata Noite Afora, na RedeTV (é a da Igreja Universal?). Deixo nesse canal, ainda incrédulo na degradação, mas curioso, que faz tempo que não vejo tv. Era só o começo.
No intervalo, ouço um pedaço de diálogo da novela Betty, a feia (que nome é esse, minha gente?):
- Mas o que nós vamos fazer com DUAS gordas na empresa?
Sim, o (pretenso) galã disse isso. Imagino o que viria de resposta, mas cortaram para a assustadora personagem-título sorrindo estática enquanto alguém a dublava com voz de seriema. Um primor.
Recomeça o programa da Monique Evans ("programa" ficou sugestivo, hein?). Um monte de gente na cama com ela, um senhor de bastante idade comentando a penugem da Gata Noite Afora. Corta para Christian & Ralph, acho - vi de relance, o susto foi rápido -, que começam a cantar alguma coisa estranha, meio Mercosul, meio Texas, e sobem os créditos enquanto a apresentadora, de cabelo azul, arreganha as pernas numa piada.
Depois disso, uma profusão de antes e depois com a realeza Momo, transformada em uma tribo de sorridentes aborígines esquálidos pela ação milagrosa de Fat Fast!, mais um produto com atestada qualidade Polishop. "Todo mundo precisa de Fat Fast", a gringa dizia. Penso no espelho.
Power, puf.
Vou esperar pelo próximo FAMA ouvindo música. De cd.

10.9.02
 
Tem dias que a gente avacalha, tem dias que só trabalha.
A música é o chicote, e quem dança sou eu.
Corpo cansado, mente em frangalhos, fome, sono, saudade e desejo de longe.
Ou de perto, dependendo de como se encare.

 
Rudolph Nureyev
Rudy

Ídolo de infância: queria crescer e voar como ele.
Vontade de dançar.

 
"O mundo é para quem nasce para o conquistar."
(Tabacaria. Álvaro de Campos, 15-1-1928)

Lindo. Aqui.

 
Hunee, Carurim, Lady Di, Gê, Dona Val, Beth, Rossana, Cabeção, Roberta, Rê, Lilica, Flávia, Marcelo, Thá, Biba, Giu, Paulinha, Rafael, Daniela, Rocha, Teca e Weno (ufa!), OBRIGADOOOOO!!! Vocês fizeram um criança mais feliz ontem! (E eu que pensava que seríamos só nós cinco...)
Meus amigos baianos (Rafa, Gabi, Paulinha e Almyro), adorei o telefonema e o brinde! No próximo, quem sabe, estou aí com vocês!
Bruxos queridos do meu coração, estou louco de saudades dos BBAs... Larousse, só posso repetir: "À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."
Lá-lá-lá-lá-lá!
:-)

9.9.02
 
Antes de sair, porque dificilmente vou ter condições de escrever quando voltar pra casa.
Há 25 anos que estou aprendendo a viver. Vivendo, claro, mas aprendendo a viver mais e melhor.
Sou um menino levando a sério a árdua tarefa de ser homem brincando de ser menino, como diz uma amiga. Como menino, pergunto. Como homem, aposto.
O menino em mim erra, cai e levanta.
O homem, muitas vezes, baixa a cabeça.
Mas, como menino, o homem também teima, faz birra, faz bico e erra de novo.
Aprendendo, o menino muda o caminho. O homem tenta fazer um novo.
O grande presente que ganhei da vida foram as pessoas que cruzei pelo caminho. Com elas, pelo riso ou pelo choro, segurando na mão ou competindo, tomei minhas lições. São muitos rostos, muitos nomes, mundos dos mais diferentes, nem sei dizer quem é cada um. Mas estão todos aqui, em um pedacinho bem pequeno ou em muito do que sou. Este que hoje eu penso ser é uma assimilação da colagem de muitos eus de outros tempos, todos eles reflexos da interação com o(s) outro(s). E, se me acho mais homem a cada dia, se vejo um menino mais feliz no espelho de agora, devo a cada uma dessas pessoas.
Por isso, agradeço.
Por todo carinho, bronca, colo, surra, não, sempre, beijo, indiferença (por que não?), reconhecimento, frustração, jura, amor. Por cada troca, cada momento da verdade. Por tudo isso, meu muito obrigado.

 
Aperreio, aperreio!
E vamos comemorar, né?
Hoje - ainda não é a festa, que essa vai ser no sábado próximo, dia 14 - a gente vai tomar um chope ou dois ali no Filial, a partir das 20:30h! Quem não tiver mais o que fazer e quiser dar uma passada por lá, é só procurar pela mesa mais animada com um doido pulando e um bando de pessoas histéricas rindo e bebendo loucamente!
Viva aos cabelos brancos vindouros!

 
Como é bom receber carinho!
É bom, é bom demais!
Os telefonemas da madrugada, os de hoje de manhã, os e-mails, os comentários aqui, os abraços, a serenata que os meus palhaços preferidos me fizeram de surpresa, tudo só me faz abrir o sorrisão mais ainda (com essa minha boca pequena e esse corpinho de hipopótamo, já, já baixa o Ibama por aqui...)!
Tô um agradecimento só, rindo pro vento!
OBRIGADO!

 
Hoje vai ser uma festa
Bolo e guaraná, muito doce pra você
É o meu aniversário!
Vamos festejar, os amigos receber!
Mil felicidades e amor no coração
Que a nossa vida seja sempre doce emoção!
Bate, bate palma
Que é hora de cantar
Agora, todos juntos, vamos lá!
Parabéns! Parabéns!
HOJE É O MEU DIA, QUE DIA MAIS FELIZ!!!


:-D

8.9.02
 
Primeiro presente:

Mandala de Nossa Senhora Aparecida


Não foi o único que ele me deu, mas o outro eu guardo para mim só.
Obrigado.
Você, mais do que ninguém, sabe o quanto eu ganhei. Por mais estranho, surreal, supérfluo ou acidental que possa parecer, isso não tem preço. É só a gente entender e aprender a levar.

 
Se bem que amanhã é MEU ANIVERSÁRIOOOOOO!!!
Ontem, antes da embriaguez, me perguntaram como estava sendo meu inferno astral, e eu me dei conta de que só posso estar muito feliz, porque tem tudo dado muito certo de uns tempos pra cá - do quesito "grana" a gente abstrai, certo?
Então vou deitar um pouquinho e deixar a dor-de-cabeça passar. Depois, me jogo no mundo e me dou uns presentes!
<:-D

 
Ontem eu sumi no embalo; hoje, não tenho condições pra nada.
Nem pra escrever - e olha que eu tô precisando...
Deitar na varanda, bêbado, e olhar a noite faz pensar muito.
Merda.

 
Ai.
Ressaca braba.
Seis garrafas de vinho bastavam: não precisava daquela cachaça, por melhor que fosse.
Nem do pisco.

7.9.02
 
Se há um ano fossem quatro, hoje seriam cinco.
Queria desviar o pensamento, mas é mais forte que eu.
Acontece, né? Tenho que conviver com isso.
Agora vou encher a cara de vinho bom e sacodir as cadeiras pela sala.

 
Ah! E Feliz Dia da Independência!
Sejamos patriotas na terra do carnaval:

Olha a Mangueira aí, geeeeente!!!


Mangueira na cabeça!

 
Chuva. Frio. Dia de ficar em casa.
Mas preciso ir ao shopping comprar meu presente de aniversário.
Antes pudesse ficar debaixo das cobertas, agarradinho, comendo pipoca e vendo filme.
Ê, vida.

 
Tenho mania de sair ligando pro povo quando estou bêbado, como agora. Veio um pessoal aqui em casa, ficamos jogando conversa fora e tomando cerveja enquanto as horas corriam e a gente se embriagava - resultado: essa baixaria de chão grudento, copos quebrados e sono, muito sono. E eu acordando algumas pessoas na madrugada, só pra falar um "oi"...
Àqueles com quem não consegui falar - ou cujas mães devem estar até agora me amaldiçoando -, registro a saudade e o muito amor! Vontade de estar aí, ou vocês aqui, pra gente rir junto...

6.9.02
 
HAHAHAHAHAHA!!!
Como a Dani me reclamou que este blog anda muito doce, fofo e meigo, resolvi aderir à nova campanha dela:



UPDATE:
E vamos cuidar para ver se não tomamos nas urnas de novo, minha gente!

 
WHEN TO HAVE SEX?
You should have SEX on days that begin with T:
Thanksgiving;
Tuesday;
Thursday;
Today;
Tomorrow;
Taturday?
Tunday?
Every Tucking day!

 
Carência é uma merda. Desde ontem não paro de pensar no casal que jantava ao nosso lado, nos olhares, nos sorrisos cúmplices, nas pequenas (e muito significantes) demonstrações de carinho. Tão naturalmente, como se estivéssemos no Castro. Do jeito que, depois de tanto medo e auto-vigilância, me sinto pronto para viver.
Mas não quero falar sobre o assunto. Se cansei desse papo de auto-comiseração pela falta de par, sou ainda menos afeito a discursos apologéticos a essa hora do dia.

 
Depois de um jantar charmoso, bateu vontade de ter alguém para olhar nos olhos, partilhar a magia de um roçar de dedos furtivo e dividir, sorrindo, a sobremesa preferida.
Paciência. Não passo de um menino, né? Tem muita coisa pela frente ainda.
Mas eu sou urgente, queria que fosse agora: um beijo antes de dormir.

5.9.02
 
Oi-ê! Ainda estou feliz por causa do meu aniversário!
Agora mais, depois que a Clau me explicou que, mesmo com os ajustes de horas e anos bissextos, coisa e tal, meu aniversário é mesmo no dia 09 (às 13:10h, mais especificamente)!
Bom. Em outros anos, já mandei e-mail aos amigos dizendo o que queria, já disponibilizei a lista de presentes no O Gênio, sou cara de pau mesmo. Então, dessa vez vou usar o blog para facilitar a minha vida, que a pergunta "O que é que você quer?" é inevitável, recorrente e eu cansei da resposta "Não precisa de nada, magina!", que seria hipocrisia minha dizer que não gosto de receber presente.
É ÓBVIO que me importa muito mais aquela outra coisa, sem preço, sem forma, mas com muita cor. E essa, graças a Deus, eu sei que vou continuar ganhando – ou trocando, que a via é de mão dupla. Por isso, deixo a pieguice de lado e vou ao pragmatismo:
- Fiquei curioso sobre Afinado desconcerto, da Florbela Espanca, que é uma das minhas poetas preferidas;
- A casa da mãe Joana, tipo de leitura que eu adoro, tá em promoção no Submarino!!!
- O primeiro cd da Virgínia Rodrigues, Sol Negro, dei de presente a uma pessoa muito especial. Fiquei sem, desde então, e adoraria tê-lo de novo;
- Já falei do cd novo da Jane Monheit, só que esse chega ao Brasil em dois meses, com sorte. Mas vale a espera!
- Isto és tu, coletânea de textos do Campbell, me parece um ponto legal de reflexão sobre religião;
- Na iminência de montar meu projeto de Mestrado, estou precisando ler... acho que O pesquisador e seu outro me ajudaria a estruturar um pouco as idéias;
- Meias coloridas da Inverness são sempre bem-vindas!
- Chocolate! Chocolate! Chocolate!
- O frio anda me fazendo querer um cobertor novo, ou um edredon, quentinho, macio, lindo e cheiroso!
- Pode ser um cobertor de orelha também, expert em massagem, de preferência;
- Ah! Se alguém achar uma linda sandália de couro preta, a mais simples possível, só de meter o pé... estou procurando uma assim faz teeeempo...
- Qualquer cd do Deep Forest – não tenho nenhum ainda;
- Um auto-massageador de costas, daqueles que têm uma bolinha de tênis, pra ficar batendo;
- Perfumes! Lacoste, Polo (o verde) ou Vetiver (da Guerlain)!
- Sou doido por gibis, foi por causa deles que me apaixonei pelas letras. Não tenho os meus preferidos: Dream Hunters, Stardust e o melhor do (meu) mundo, Moonshadow (o link está aí na barra do lado). Todos caros, eu sei, mas me faltam mais opções (que coisa difícil!)...

E chega, cansei de queimar os miolos com essa brincadeira. Na verdade, importa é a lembrança, e presente mais legal é aquele escolhido pra mim, com a minha cara, ou que têm a cara de quem dá com carinho e alegria, que é isso o que vale!
É meu aniversário, vou ficar feliz de todo jeito, com presente ou sem. Só não abro mão de beijos, abraços e amigos comigo!

 
"É possível detectá-la (a elegância) nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros."

Texto (imperdível) de Thiago de Mello. Recomendo ler na íntegra, no blog elegantíssimo da Claudia!

 
O abuso passou: meu aniversário está chegando, não penso em outra coisa, lá, lá, lá, lá, lá!
E vai ter festa, claro! A quem interessar possa, vamos festejar loucamente no fantástico, maravilhoso, incomparável Comércio de Carnes Natingui! Onde mais, né? Meu bar preferido, na porta de casa, Bohemia gelada a R$3,00, espetinhos de primeira e a melhor maionese da cidade, sem frescura e com toda a baixaria que eu adoro!
Pois é, vai ser lá demais! No sábado, dia 14, que me disseram que não se pode comemorar antes do dia (na verdade, na verdade, é na segunda que vem,
nove do nove do noventa e nove - data cabalística que eu nunca esqueci).
A lista de presentes, boto aqui depois, certo?
;-D

4.9.02
 
Eu me viciei em blogs, tanto em ler quanto em escrever.
Saber da vida alheia é uma forma de dar vazão ao voyeurismo reprimido, em um outro nível, mais profundo que a exploração visual.
Conhecer realidades e pontos de vista tão diferentes, uma experiência antropológica rica e instigante.
Acredito que a exposição ao mundo que a internet proporciona pode ser entendida, em muitos casos, como exacerbação da vaidade contida por preceitos sócio-culturais que defendem um ideal de humildade como valor absolutamente positivo e que deve ser buscado, mantido e "protegido" - mas não é (somente) assim.
Existe, ainda, a função do registro. Para que fins, amplo campo, multiplicidade demais aí: cada um guarda o que quer, para usar (ou não) como bem entender. Para mim, escrever foi e é trabalho de auto-conhecimento - mas isso é problema meu.
E há, claro, o exercício do texto, o prazer das palavras. A poesia, o domínio sobre a gramática, o léxico vasto, a propriedade do discurso, tudo isso fascina e envolve.
O fato é que me deixei levar por tudo isso durante esses nove meses em que venho me mostrando e conhecendo gente através de blogs, uma fase de muitos bons encontros, muitos questionamentos e um tanto de transformação. Mas eu perdi a dimensão dessa ferramenta (meio? fim? a discusão fica pra depois) e, hoje, tento racionalizar a importância de escrever.
Eu quero me entender pela reflexão, com a chance da troca com outras pessoas. Acontece que encontrei muitas "outras" pessoas e, depois de uma conversa lúcida e franca com Ana, estou vendo que a quantidade anda comprometendo a qualidade da troca. Sei que gente entra e sai das nossas vidas, esse fluxo é normal e salutar. O problema é quando se tem mais canais de escoamento que a vazão de energia demanda… Trocando em miúdos, quero dizer que já passei pela situação de priorizar a gandaia das grandes turmas em detrimento da entrega profunda (e, para mim, mais engrandecedora), da amizade sincera com o um. A superficialidade do frívolo coletivo e social pode ser mais fácil, por prescindir do particular indigesto, confuso e complexo que todos nós temos. Mas, se no riso brincamos com as afinidades, é na provação da dificuldade que se descobre a solidez das relações que se sustentam.
Não, não estou pregando a lamúria ou o sofrimento (nunca!) como estágio de confiança ou cumplicidade. Só acho que a concentração pode viabilizar aquela profundidade de que falei antes, já que passa a existir um foco no que antes era só difusão.
É isso. "Blogar" menos, estar mais com algumas pessoas, intensificar a vida. Novo movimento das peças no tabuleiro. Agora, esperar pela próxima jogada.

 
Muita gente, muita gente, tanta gente...
Gente demais - e eu, de menos.

 
Surto-relâmpago de abuso: vontade de apagar esse "mundo blog" da minha vida.
(...)
Ainda não passou.

 
Eu sei que sou um viriginiano típico e chato, mas isso aí já é demais!



A você, que me mandou o e-mail, só pérgunto uma coisa:
- "cold and unemotional", EU???

 
Não fiz a barba: preferi dormir oito horas.
No escritório, conversa com a chefe: ando relapso.
No trabalho, preciso redescobrir o prazer de ser como sou.

3.9.02
 
Unhas ontem; hoje, cabelo; a barba, amanhã. Aí só falta perder os cinco quilos.
Vou ficar todo gatinho.

 
Não gosto de falar ao telefone, juro que não gosto. Me faz falta o olho, me angustia ter que me concentrar tanto no que ouço para não perder o fio da meada, me incomoda a multiplicidade de interpretações possíveis em cada "ah" ou "hum"...
Mas, admito, tem horas em que acendo velas para Graham Bell: transpor a distância física com um carinho na voz assim, trazer pra perto quem está lá longe (perto do ouvido, perto do coração, né?), isso nem com Mastercard!

2.9.02
 
Batendo nas mesmas teclas, mas esse é o meu jeito de lidar com as memórias.
Sonhei esta noite – isso não é muito comum. Tenho o sono pesado: se sonho, dificilmente lembro.
Sonhei com ele, depois de tanto tempo. Estava mais maduro, mais bonito, brilhando. Um sorriso, um abraço, não sei mais o que aconteceu, não houve imagens nessa parte do sonho, foi... nem sei, só senti. Era aquilo de novo, aquela sensação única de plenitude, quando o mundo parece deixar de existir, simplesmente porque não se precisa mais de mundo. Porque nada mais é preciso.
Estou falando de sexo, sim, mas não só disso: falo do que vai além, da transcendência cósmica, espiritual ou divina que se revela quando os corpos se encontram para lá do que é carne, osso e secreção.
Eu já amei e, por menos que entendesse da avalanche que é o amor – ainda não entendo –, percebo a diferença entre a satisfação (quase) animal e a entrega sincera do querer a felicidade alheia, do saciar-se com o prazer do outro mais que com o próprio. Comigo, conosco foi assim, eu lembro.
Me questiono se o sexo ainda pode ser tão bom. Sou romântico assumido, não vivo de "atrações fatais" ou de "instintos selvagens": preciso de carinho, de companheirismo, de soltar o riso depois do gozo porque o mundo acabou (sem chão, sem limite, sem juízo - e isso não tem a menor importância!). Sinto falta da cumplicidade absoluta do amor na cama.
Sem alarde: estou bem, inteiro, feliz.
Só não deixo de pensar, não tenho como esquecer nem quero. O mundo não acabou de fato e girou girou girou: o tempo não volta. É ansiedade, é desejo de que este mesmo mundo continue a girar e me traga (ou me leve a) essa sinergia de novo. Que eu volte a sonhar acordado, sem querer despertar.

 
Pelo visto, amanheci um bocado impaciente.
Nesses dias, o melhor é ficar comigo, que ninguém é obrigado a me suportar.

 
Nunca apaguei nada do que escrevi em nenhum blog meu - até hoje.
Aquele monte de apelação de antes do "manifesto pró-civilidade" saiu daqui hoje, que o Google resolveu funcionar demais da conta pro meu gosto.
Quem estiver atrás de baixaria, me procure diretamente que a gente conversa.
Tem mais graça ao vivo que por uma tela de computador.

1.9.02
 
Agora, bom mesmo, sabe o que é?
Dançar no meio do shopping, com ela cantando "Someone to watch over me" no meu ouvido...
Lindo! Linda!

 
Eita, que fim de semana!
Tanta coisa boa que dá até vontade de só escrever !
Muitas gargalhadas, muita alegria com Tequinha, Lula, Gui, , Beth, Ber e , não dá pra registrar tudo aqui…Saímos pra dançar, comprei livros, cds, um gorro e um cachecol no bazar da Zel (aliás, vacilou quem não foi: tinha muita coisa bacana por preços de mãe!), jantamos no Sujinho (mais um lugar onde "blogueiros" jamais serão bem-vinos novamente…), tomamos sorvete na Sottozero (humm... outro!), vi filminhos ( Twin Peaks e Trainspotting) tomando cerveja com o Cabeção, perdemos a peça pra ganhar o domingo almoçando no Nutrisom (o restaurante vegetariano menos light - e mais gostoso - de São Paulo), fazendo palhaçada no Ibirapuera e ainda assistindo a Tudo pra ficar com ele - quase morremos de rir! Enfim, felicidade demais desde a noite de sexta! Apesar do sono de agora e um ou outro desencontro, posso dizer que deu tudo certo - e tirei férias por dois dias!




~ Cada um escolhe a verdade
em que quer acreditar.
~